O sol que se pôs,
Escondeu você nas sombras.
Não sei mais onde estou,
Me procuro à horas.
Penso no que estás pensando.
Mas paro! Penso que a realidade é,
Você no sonho que venho sonhando.
E assim, mergulho na cascata,
De uma melancolia sem fim,
O futuro carro sem lata.
Serei assim. Embalagem. Enfim.
Marionete do destino
Subvivente. Substituível.
Serei seu, indivisível.
# Palavras.
Palavras que soam bem,
palavras de amor, de carinho.
Mas que simplesmente servem também,
para retirar alguém do seu caminho.
É como tempestade impassável,
Que insiste em me alagar,
A minha dor inevitável,
Vem direto para minha arritmia.
Para me atacar,
nos pontos fracos.
Que são também os mais fortes que tenho.
palavras de amor, de carinho.
Mas que simplesmente servem também,
para retirar alguém do seu caminho.
É como tempestade impassável,
Que insiste em me alagar,
A minha dor inevitável,
Vem direto para minha arritmia.
Para me atacar,
nos pontos fracos.
Que são também os mais fortes que tenho.
# Submisão
As vezes quando acordo
me sinto na solidão
no meu sonho era tão real
você estava comigo
só um sonho a mais em vão
há também as vezes
que preferia ter você, sonhava
sempre fui submetido a te ter
hoje nos não somos quem esperávamos
sou um cristal avulso sem valor
minha olheiras que oscilam
esperando ver você sobre mim
meu corpo que nega outros corpos
na esperança concomitante e sem fim
de recomeçar.
Mas no que acreditar ?
me sinto na solidão
no meu sonho era tão real
você estava comigo
só um sonho a mais em vão
há também as vezes
que preferia ter você, sonhava
sempre fui submetido a te ter
hoje nos não somos quem esperávamos
sou um cristal avulso sem valor
minha olheiras que oscilam
esperando ver você sobre mim
meu corpo que nega outros corpos
na esperança concomitante e sem fim
de recomeçar.
Mas no que acreditar ?
# Existir.
Acordei mais uma vez,
Pensando em meu dia,
Sua voz veio até mim,
Mas não te entendia.
As horas foram passando,
Tão devaneio era o frio.
Parei. Deveria ter reivindicado,
O que me fazia vivo.
Queria ter um coração próprio.
As lembranças de você no decorrer,
Foram ficando fracas,
Mas não demorou para compreender,
Que horas sem você ficavam pacatas.
Então, revi as fotos da minha mente,
Pensei em você. Superficialmente.
Me deitei. Você apareceu ao lado meu,
Foi como meu elixir,
Sorri mais uma vez.
E pensei que você deveria existir.
Pensando em meu dia,
Sua voz veio até mim,
Mas não te entendia.
As horas foram passando,
Tão devaneio era o frio.
Parei. Deveria ter reivindicado,
O que me fazia vivo.
Queria ter um coração próprio.
As lembranças de você no decorrer,
Foram ficando fracas,
Mas não demorou para compreender,
Que horas sem você ficavam pacatas.
Então, revi as fotos da minha mente,
Pensei em você. Superficialmente.
Me deitei. Você apareceu ao lado meu,
Foi como meu elixir,
Sorri mais uma vez.
E pensei que você deveria existir.
# Meu avô.
Quando tudo aconteceu, era apenas um garoto com uma vida tão comum e rotineira. Hoje, quando tudo que passou ficou na memória, posso ver alguns detalhes que me fazem rir como jamais ri antes na minha vida. Aquela pessoa que sempre foi educada, que sempre se submeteu a novas experiências, que nunca gostou de brigar ou atirar a primeira pedra. Quando vejo que alguns detalhes apareceram de repente, sinto rancor por não poder ter reparado neles antes de crescer, e agora, sou fraco demais para sorrir de volta para todas as pessoas que sorriem para mim. E se começo a chorar, lembro de quando eu chorava sem razão e minha mãe mandava parar. Agredindo-me com o chinelo sujo.
Coisas que já passaram, e que se inverterão talvez. Hoje sou homem feito, feito escravo teu. E gosto dessa submissão, gosto de suas ordens, e de seus erros, afinal todos nós erramos. Só procuro até hoje o meu erro, não foi ter nascido, não foi ser pobre, foi ser eu. Ser sempre o 'mocinho' das histórias, aquele que nunca procurou errar, mas que errou por não saber o que era errar ainda.
Cresci, mas e agora? Hoje que tenho tantas coisas para viver, tantas pessoas para conhecer, me lembro das coisas que passaram e fico sobrevivendo das imagens que já criaram poeira. Da recordação de meu avô ao deitar no banco de seu carro, e eu acariciando seus cabelos grisalhos, sua mão enrugada. Quando me despedia tristemente para voltar para minha casa, da qual, hoje é a tua casa meu senhor.
Saudade tenho de tudo o que fazíamos, de quando saíamos para pescar, quando andávamos São Paulo dentro de um metro, você lendo seu jornal, e eu com minhas revistas infantis. Tu não sabes a vontade que tenho de voltar ao passado, e poder ter dado valor eterno a ti. Sou seu servo meu avô, onde quer que o senhor esteja. Meu ídolo -o senhor-, pode não estar aqui, mas a quem me verá, verá ti, tenha certeza disso. Da sua coleção de livros que hoje recuperei com prazer incomparável, do seu cobertor, do seu cachecol que ainda por vez tem ficado no meu pescoço ao menos uma vez por semana. Sua promessa será cumprida meu caro, você será quem sempre sonhou. Só me diga o que queres que eu seja.
Coisas que já passaram, e que se inverterão talvez. Hoje sou homem feito, feito escravo teu. E gosto dessa submissão, gosto de suas ordens, e de seus erros, afinal todos nós erramos. Só procuro até hoje o meu erro, não foi ter nascido, não foi ser pobre, foi ser eu. Ser sempre o 'mocinho' das histórias, aquele que nunca procurou errar, mas que errou por não saber o que era errar ainda.
Cresci, mas e agora? Hoje que tenho tantas coisas para viver, tantas pessoas para conhecer, me lembro das coisas que passaram e fico sobrevivendo das imagens que já criaram poeira. Da recordação de meu avô ao deitar no banco de seu carro, e eu acariciando seus cabelos grisalhos, sua mão enrugada. Quando me despedia tristemente para voltar para minha casa, da qual, hoje é a tua casa meu senhor.
Saudade tenho de tudo o que fazíamos, de quando saíamos para pescar, quando andávamos São Paulo dentro de um metro, você lendo seu jornal, e eu com minhas revistas infantis. Tu não sabes a vontade que tenho de voltar ao passado, e poder ter dado valor eterno a ti. Sou seu servo meu avô, onde quer que o senhor esteja. Meu ídolo -o senhor-, pode não estar aqui, mas a quem me verá, verá ti, tenha certeza disso. Da sua coleção de livros que hoje recuperei com prazer incomparável, do seu cobertor, do seu cachecol que ainda por vez tem ficado no meu pescoço ao menos uma vez por semana. Sua promessa será cumprida meu caro, você será quem sempre sonhou. Só me diga o que queres que eu seja.
Assinar:
Postagens (Atom)