# Espada e Escudo.

Sentimento capcioso,
De tudo que és capaz.
Ó afago cauteloso,
tu sabes o bem que me faz?
Agradeça o patamar que elevas,
O ritmo ilusório da vida.
Obrigado. E que me ataque as trevas,
Do contrário conforto da formosa querida.

E no momento que não me queira,
A tua palavra corriqueira,
Me atinge dos pés a cabeça.
Implorando para que a dor não me esqueça,
Amaldiçoando um escritor que és mudo,
A ser para sempre seu escravo.
Nesta luta, a espada e o escudo,
Se torna as mãos que por ti lavo!

# Fauno.

Acorda-te! Em mais um triste dia,
Ó fauno que se olha no espelho.
Vendo sua dor passar, pensa no que adia,
Suas rugas o deixando mais velho.
Na rotina, se esquece de quem és,
E de quem verdadeiramente já amou.
As lágrimas que molharam seus pés,
São as mesmas que nem morfina curou.
E nada vem a te entusiasmar,
Até que a alegria em segredo pede,
Para o próximo ritual,
Aquele que o diabo ao homem concede,
Para chegar ao conceito final.
E assim o fauno está salvo,
Com o que parece que é um coração!

# Pensar.

Vou pensar em mim,
Pois isso me faz existir.
Poder caminhar, dizer: - Sim!
Querer um novo dia. Partir.

Tomar outra direção, mas é nostálgico!
- Tenho escutado sua voz...
É algo assim tão magico,
Sobreviver pensando em nós.

Tentando te fazer entender,
Por medo tudo que fiz.
Mas se não me queres. Vou sofrer!
Entretanto sabendo que fui feliz.
Sei o que é sentir a dor persuadindo sobre minhas pálpebras.