# Luta Livre (Pt. 10)

Enquanto Erick pensava no que podia acontecer com você, ele não excluía a ideia de que Mariah era a mulher da sua vida, e que ela estava ali presente no mundo carnal. Tudo parecia muito fora do normal, mas mesmo assim, Erick não pensava em outra coisa além daquele seu mal presságio. O seu renascimento, a sua parada cardíaca.
Na verdade, ele havia ficado durante cinco minutos ao lado de Dianna, sua ex namorada, o seu antigo amor. Esses cinco minutos resultaram na aproximação de dois mundos, o espiritual e o carnal, onde toda a sua família nova estava sendo construída. Ele estava realmente muito dividido, mesmo assim, Erick continuara a seguir a sua doce rotina de bom samaritano, e Mariah, um pouco mais atenta as reações emocionais de Erick agora enfatizava o fato de que ele não podia mais passar por todo aquele stress do trabalho. Não era atoa que Erick sofria certos preconceitos e casualmente zombavam de sua cara.
Por mais que todo o trabalho passasse através das mãos dele, e por mais que ele fosse um funcionário exemplar, Erick sempre era descriminado, e por isso, zombaram quando ele teve o primeiro desmaio quando foi tirado as pressas por Mariah próximo à maquina de café.
Embora ela estivesse de olhos abertos, Erick não se importara muito com a opinião dos outros, por dentro ele sabia que era o que ele queria. De um modo ou de outro, ele estaria nos braços do seu grande amor, encarnado ou desencarnado.
E naquele dia, Mariah já mais cansada, deixou um pedido em aberto para que Erick dormisse em sua casa. Erick, com um pouco mais de trabalho e disposição, recusou de primeira mão, mas não descartou a ideia. Levantou, cumprimentou Mariah e disse que ela não precisara esperar acordada, e que em torno da meia noite ele estaria em casa. Em sua casa.
Os papeis recheavam a mesa de Erick, e o relógio alertava-o de que ainda eram dez horas, e a sua cabeça falava mais alto, seu organismo pedia cafeína. Ele não se levantara para nada se não perdia a coragem de terminar de resolver aqueles relatórios. Então ele fixou a sua mente na mesa, ergueu as mangas, e se pôs a trabalhar como nunca havia trabalhado. Assim, uma a uma as folhas foram colocadas em uma pilha, organizada para dividir o que estava pronto e o que não estava. Quando ele terminou a ultima folha, ele não aguentou e pegou a escadaria para dar uma olhada da sacada do prédio. Ao chegar lá, se deparou com uma forte luz vinda do colchão de alvenaria do qual ele sempre se deitou. Parecia a mesma luz do qual o arrastava para a porta em seu sonho. Era Dianna em forma de anjo, o chamando para dormir novamente.

# Insanidade.

Uma nova perspectiva
um caminho diferente
traçar sorrisos
que vão além
da distância.
Dois paraísos;
seus braços...
Uma boa importância
é o valor da sua felicidade.
Perder a sanidade
é caminhar até você
- Sua pele morena
só a torna mais
serena!
E quanto mais me afasto,
mais me desgasto
você é espinho
que me faz rir.
Parece insano?
Para ter você
abriria o oceano
Para ter você
Veria paz
na guerra.
Amaria você
Até abaixo
da Terra.


# Fora de alcance.

Sentimentos...
Não valem a distância
O tempo,
É irrelevância,
E meu sonho é você.
Meu medo
É perder essa importância
Na atmosfera 
Do seu sorriso,
Encontro a confiança
Escutando seu riso
Me vejo bobo igual 
A uma criança,
Nos abraços
Que protegem,
Da ignorância
- Meu Eu é uma criança!
Seus braços;
lares e berços
São a proteção
Que me faltava.
Agora,
Nada posso fazer
Se nos meus sonhos
Você estava junto a mim,
E pessoalmente,
Jamais te alcançava.
Sei o que é sentir a dor persuadindo sobre minhas pálpebras.