# Dente de Leão ~*

Costumo escutar O crepitar dos galhos quando derramaste seus cabelos ruivos sobre eles. Você se deita e o vento trás o seu perfume e me atrai uma doce paz. A luz do sol reflete no brilho, iluminai minha casa. Vermelho: seu crepitar recita belas palavras
e a brasa do olhar, me guia me motiva a caminhar. Ó fogo me queima como a brasa que voa no vento como fio de cabelo é eterno o momento. "Não pode ser paixão, que se vai como as penugens de um dente de leão"...

# Sete Palmos.

Minha mente,
grande tubo de ensaio
que armazenou
os mais variados
perfumes.
Sou o meliante,
e seu cheiro,
sempre muito
viciante.
Armazeno,
no tubo
as imagens,
as mesmas,
movimentam minha
grande engrenagem.
Estou programado,
para vasculhar
quaisquer pistas.
– Os vestígios
vou encontrar!
As bombas explodirão,
enquanto estiverem
em minha mão.
Vamos estar juntos,
pode ter certeza.
Até mesmo quando acabar,
essa mesma oração.
Vamos estar juntos,
e "os sete palmos
do chão",
será apenas
o nosso ritual
de união.

Desequilíbrio de uma mente.

Ele era só um garoto de 21 anos que se achava velho, porém não era como os outros garotos da sua idade, vivia se jogando pra longe de si mesmo, talvez por medo de encontrar o monstro que ele achava que existia dentro de sua mente conturbada por esperanças.
 Estava no auge da crise dos vinte e poucos anos, e não tinha muitas escolhas. Gostava de sempre ter novas experiências, porém não se permitia viver ou apenas estava com medo do que poderia acontecer.
 O fato é que ninguém é completo suficiente para completar a história ou escrever a história de outra pessoa...
 Ele achava que aquela adorável garota o completava, e quando ela foi embora ele se sentiu sem chão, porque ele achava que ela simplesmente o completava... Ele não sabia que o espaço que faltava poderia ser completo por outras coisas que não apenas ela, ele se esqueceu dos valores que a vida tem.
 Uma vez, quando ele mais precisava de um simples abraço, seu mundo desabou, e foi ai que ele caiu.
 Caiu no desgosto de desmerecer a si mesmo, caiu no entendimento dos seus próprios sentidos, caiu por inteiro na amargura que havia dentro de si mesmo. Ele apenas caiu. Só acordou quando a vida resolveu abrir seus olhos, mas ele já não era o mesmo garoto inocente de antes.
 Ele se levantou para mais um dia dentro do seu mundo " normal " de sempre, tomou uma cerveja de café da manha porque era a única coisa que o satisfazia no momento, ele sabia que apesar de isso ser um erro e provavelmente fazer mal, pensou consigo mesmo que um erro a mais não faria diferença.
 Ele tinha um jeito psicótico diferenciado de pensar, tanto é que tinha o costume de reparar nas pessoas, no modo como elas falavam, andavam e se pudesse até anteciparia seus pensamentos.
Era mais um garoto que as pessoas costumam chamar de louco, porém em todas as horas lúcido em meio a sua loucura.
 Confesso que em todas as nossas conversas ele sempre foi uma base de inspiração enorme, eu mesmo estando longe sempre senti sua respiração em poesia, o olhar oculto de suas palavras, enfim...
 Só sei que um dia ele se foi e levou consigo seus sonhos quis seguir os caminhos dos mesmos, retomou em mente tudo oque já havia feito as pessoas a sua volta e toda a sua breve história de vida. Ele então sobe até a sacada do prédio onde morava aquela adorável garota, da qual observara durante anos e anos em busca de uma explicação que o levasse até o resultado da pergunta: Porque ela me faz tão bem? E como se sentisse dono de largas asas brancas, caminha até o parapeito do prédio, fecha os olhos, e voa, suavemente, deixando sair de si todos os vestígios de um homem mal, toda maldade que um dia fizera a alguém. Voa em direção ao chão, para encontrar aquela adorável garota que matou enquanto procurava tocá-la com suas mãos envenenadas de ódio. Voa em direção ao chão, para encontrá-la no céu.

# Fechei Os Olhos!

Ando a beira
da loucura
A beira do abismo.
Ando em busca da cura.
Não sei se enlouqueço,
E se isso é realismo
Entro na maré
em mais um
mundo de ilusões.
Não sei
o que é ter fé,
Não sei mais
ter previsões.
Viver?
Sem ter coesão,
não sei ser mais aquilo
que era, antes de ter
cérebro e coração

Fecho os olhos
para não ver
outro dia a nascer
Concedo com prazer
um dia para você
poder perceber
os erros que cometi
e hoje assumi.
Quantas coisas perdi
e quantas outras coisas
eu não ganhei.
Era feliz e não saber
era o que me destruía
Eu era o amor da sua vida
e hoje, o pesadelo que a repudia
Fechar os olhos
de nada vai adiantar,
se enquanto não vejo as pessoas
vejo o mundo
vejo você!


# EnredoMedo

Faço parte deste enredo,
mais um simples jovem
que também sente medo.
Eu também sou assim,
Não adianta fugir,
nem mentir, enfim.
Eu sou medonho,
sou medroso.
Tenho um sonho,
que pode ser doloroso,
mas ei de conquistar.
Mas ei de ser vitorioso!
Sei o que é sentir a dor persuadindo sobre minhas pálpebras.