Isso que fiz pode ter sido considerado coragem,
mesmo depois de ter provado que sempre fui fraco?
Depois de ter visto que toda a minha alegria foi regurgitada,
só pelo simples fato dela ter sido falsa até aquele falso momento;
falso pelo menos para a minha mente.
Minha luta acabará como num conto, com meras diferenças,
a primeira será que ela nunca terá o final feliz que esperava,
e quem sabe a outra seria por não ter você até hoje comigo.
Um erro, uma cruz, uma lágrima -ou quem sabe muitas lágrimas.
Embora com uma aprendizado. Oculto até hoje,
e que sabedoria alguma poderá mostrar para meu horizonte.
# Talvez (2)
Tenho vontade de partir; prosseguir,
tentar continuar numa vida sozinha,
com meus medos a flor da pele.
Poder cantar, dançar estrofes que faziam sentido,
e que agora não passam de ruídos.
Não sei se vou conseguir, você não me banha com forças,
deve ser por que não estás aqui.
Em outro mundo talvez, um que não seja o meu,
ou talvez eu que esteja, perdido numa tormenta.
Solidão, abraça-me com prazer,
me torna seu. Me faz ser seu!
A unica coisa que consigo decifrar é o sangue,
pois sinto a dor que o retira todas as noites,
e como faço para sacrificá-la?
Não faço, talvez a dor seja você, e quero continuar sentindo-a.
tentar continuar numa vida sozinha,
com meus medos a flor da pele.
Poder cantar, dançar estrofes que faziam sentido,
e que agora não passam de ruídos.
Não sei se vou conseguir, você não me banha com forças,
deve ser por que não estás aqui.
Em outro mundo talvez, um que não seja o meu,
ou talvez eu que esteja, perdido numa tormenta.
Solidão, abraça-me com prazer,
me torna seu. Me faz ser seu!
A unica coisa que consigo decifrar é o sangue,
pois sinto a dor que o retira todas as noites,
e como faço para sacrificá-la?
Não faço, talvez a dor seja você, e quero continuar sentindo-a.
# Ódio.
Senti meu peito caindo aos pedaços,
ruínas de um passado destroçando-me,
já não sei o que fazer, não sou nada.
O único som que escuto é o entrelaço,
de todo vento que passa rápido diante mim,
enquanto ouço também o barulho dos carros,
e a corda enrolada no meu pescoço a se embaraçar.
Minha pele se pôs a chorar com meu suor,
e a agonizante lágrima escorre entre um olho e outro.
Já com a cabeça fora do lugar; decepado pelo destino,
não consigo soletrar meu nome.
Bastava apenas Ó-D-I-O.
ruínas de um passado destroçando-me,
já não sei o que fazer, não sou nada.
O único som que escuto é o entrelaço,
de todo vento que passa rápido diante mim,
enquanto ouço também o barulho dos carros,
e a corda enrolada no meu pescoço a se embaraçar.
Minha pele se pôs a chorar com meu suor,
e a agonizante lágrima escorre entre um olho e outro.
Já com a cabeça fora do lugar; decepado pelo destino,
não consigo soletrar meu nome.
Bastava apenas Ó-D-I-O.
# Mamãe me pedia para ser simples.
Sou como o filho faminto por leite,
que aos berros chama sua mãe,
na esperança que ela possa te alimentar.
Sou como o mendigo, na geada da grama dos nobres,
que tem seu pão garantido por sua sabedoria.
Mas também sou aquele que nunca deixei de ser,
uma hipótese - assim gosto de ser chamado.
Sou um propósito sem limitações,
que espera para ser terminado.
Talvez um dia seja alguém na verdade,
porque nesta calamidade,
não sou ninguém.
que aos berros chama sua mãe,
na esperança que ela possa te alimentar.
Sou como o mendigo, na geada da grama dos nobres,
que tem seu pão garantido por sua sabedoria.
Mas também sou aquele que nunca deixei de ser,
uma hipótese - assim gosto de ser chamado.
Sou um propósito sem limitações,
que espera para ser terminado.
Talvez um dia seja alguém na verdade,
porque nesta calamidade,
não sou ninguém.
# Segundo tua própria vontade.
Ao abrir meus olhos,
pude ver que meus talentos
eram muito maiores do que imaginava.
Então me ajoelhei e agradeci ao meu Senhor.
Pude beber de seu sangue; minha obsessão,
pude comer do seu pão; minha salvação.
Só não consegui tocá-lo,
talvez a arrogância de minha pele o fizesse chorar,
mas bastava apenas olhar profundamente para seus olhos,
para se alimentar de algo mais sagrado ou divino.
Sua vontade.
E se por ventura esse for teu desejo Senhor,
poderei ajoelhar novamente, e cantar uma canção de perdão,
pois não fiz jus ao nome de santo que o Senhor me concebeu.
# Medo do escuro (4ª Parte)
Ralf mesmo depois de já ter acordado daquele pesadelo, continuava com muito medo, tudo que aparecia naqueles instantes de enfermo parecia estar acontecendo devagar. De um modo derradeiro. Era muito simples mas muito complexo aceitar que tudo não se passava de um sonho.
Então Ralf chama Rachael para conversar mais alguns instantes antes dela sair pela porta a fora. E assume que Daniel ele não sabia quem era, mas que estava começando a fantasiar algumas coisas também, mas que tudo não se passava de um trauma vivido a alguns anos atrás. Embora Rachael acreditasse em Ralf, custou a ela apenas aceitar a situação e começar tudo de novo.
Ralf pediu perdão por estar tocando naquele assunto, tão antigo e delicado, e então ele e Rachael se dão um abraço forte, e um beijo inesquecível. Descem para o café da tarde.
Como de costume, bacon com ovos mexidos. Ralf poderia até viver só com isso, mas Rachael quis mais, fez um belo bolo de chocolate. As crianças foram correndo para a mesa fartas de fome, e pediram um pedaço de bolo com rapidez. Rachael diz que tem uma surpresa quando todos terminarem o café, então ao termino do café, ela pega o carro e parte em direção a sua casa, trazendo algumas fitas com a infância de Sophie, talvez assim Ralf conhecesse um pouco mais de sua filha. E passaram a noite assistindo a tal surpresa.
Quando se deitaram, Emy e Sophie foram para seus quartos, cada uma com um carinhoso beijo na testa de seus pais. E Rachael, com um beijo, também adormeceu. Ralf desceu e decidiu começar o seu projeto de madeira. Começou a desenhar, mas aquele lápis era pouco, e era preciso fuçar em algumas caixas para achar onde eles estavam praticamente escondidos. Ai então, Ralf achou uma fotografia de Rosie onde eles estavam unidos junto com o Dr. Algust, um velho amigo do casal. E logo em seguida, achou a caixa com os lápis. Voltou para sua escrivaninha e acendeu seu lampião à gás. Fez cada detalhe parecer muito real, mas foi interrompido por seus próprios pensamentos, que o fizeram pegar um bloco de números de telefone, e ligar para Algust. Eles conversaram durante horas, já que Algust ainda estava em seu plantão médico, e sem querer, Algust fala que Rosie era uma linda mulher, e que gostaria de ter mais um filho de Ralf. Queria um casal para serem mimados, e ele se chamaria Daniel. Ralf já sabia que a carreira dele de pai não acabaria na Emily Bakker, então não foi nenhuma surpresa para ele saber disso. Algust então percebe que há um barulho vindo da emergência, e fala para Ralf que precisa ir ver o acontecido. Ralf enfim concorda e desliga o telefone. Embora parecesse tudo nos conformes, Ralf tem um leve pressentimento, talvez uma breve pausa por alguns segundos, é quando Emily aparece o chamando para dormir, e tendo que repetir por alguns minutos até ele sair da psicose. Ele finalmente descobre quem seria Daniel, mas ainda nega o contato de Emy com ele, ainda mais que, se Rosie estivesse grávida, Daniel nunca sobreviveria à queda. Então Ralf meio bagunçado estende a mão para Emy e a deita novamente, mas acaba adormecendo junto a ela na mesma cama.
Um homem simples como ele sempre foi, nunca quis prejudicar ninguém, mas dessa vez, parecia estar se prejudicando sozinho, mesmo não querendo. Não entendia como seus sonhos apareciam e o amedrontavam, mas sabia que eles sim eram terríveis.
Pela manhã, Ralf acorda devagar e olha para o lado, vê Emy intacta, mesmo depois dele ter dormido ao sue lado. Levanta devagar para fazer o café, mas não vê brinquedos ao chão, e acaba pisando em um dos brinquedos, que automaticamente faz um enorme barulho. As meninas se remexem, de um lado para o outro, mas voltam a dormir. Ele abre a porta suavemente, desce pela escadaria e não encontra Rachael na cozinha. Acaba achando estranho, então vai até seu quarto e vê Rachael deitada semi nua deitada embaixo dos lençóis, deita ao lado dela, e começa a passar a mão em seus cabelos cacheados. Ela estava ali, tão clara e doce que parecia um sonho, mas não era. Rachael estava ali para iluminar a vida de Ralf, e estava conseguindo muito bem. Resolve então fazer o café da manhã, e levá-lo na cama para Rachael. Algumas torradas, algumas bolachas, e um pouco de suco de laranja - o preferido de Rachael. Então ele a acorda com alguns beijos no rosto, ela se apóia na cabeceira da cama, e toma em suas mãos todo o café. Ele a oferece um bom dia, ela o retribui com o mesmo, e com um beijo. Um beijo simples mas um beijo forte. Ela diz que na madrugada passada sentiu sede e desceu para beber água, e encontrou a moldura quase feita ao lado de Ralf, no porão.
Ralf diz que dormiu feito pedra, e que aquilo não era possível, já que ele havia dormido junto com Emy. Desce as escadas, abre a porta embaixo da escada, e vê a obra quase pronta, que faltava apenas ser pintada. Rachael vem logo atrás, para a confirmação, da qual é concebida.
Ralf virou um sonâmbulo. Terminou quase praticamente sua obra, e já poderia vendê-la para seu amigo Mark.
# Queria apenas.
Como eu queria ser um homem simples,
que trafega sem se preocupar com o amanhã,
que ganha dinheiro as custas de quem não é nada.
Queria apenas ser perfeito.
Entretanto uma profecia se ocorreu,
o homem que gostaria ser feliz viu nascer dos mares,
um filho prodígio que males o trouxe.
Queria apenas ser sincero.
Minha mãe que me dizia,
para ser eu mesmo,
onde estão agora estes conselhos de sabedoria?
Queria apenas não ser.
Meus frutos já morreram, não havia água para eles,
e hoje tudo o que tinha desapareceu,
mas afinal, o que eu sempre tive?
Queria apenas ser o nada.
Ao menos ele diz ser muita coisa,
ao menos é muito na vida de muitos.
Aliás dizem que o nada dura para sempre.
que trafega sem se preocupar com o amanhã,
que ganha dinheiro as custas de quem não é nada.
Queria apenas ser perfeito.
Entretanto uma profecia se ocorreu,
o homem que gostaria ser feliz viu nascer dos mares,
um filho prodígio que males o trouxe.
Queria apenas ser sincero.
Minha mãe que me dizia,
para ser eu mesmo,
onde estão agora estes conselhos de sabedoria?
Queria apenas não ser.
Meus frutos já morreram, não havia água para eles,
e hoje tudo o que tinha desapareceu,
mas afinal, o que eu sempre tive?
Queria apenas ser o nada.
Ao menos ele diz ser muita coisa,
ao menos é muito na vida de muitos.
Aliás dizem que o nada dura para sempre.
# Óleo de motor com Whisky.
Odeio-me por ser um nadador,
que não sabe nadar na piscina de concreto.
Que acaricia o rosto com mãos arrojadas,
e que solta sorrisos espontâneos sem motivo.
Odeio-me por não saber me odiar,
e traçar a vida com o orgulho sempre à frente.
Limparia o chão que pisastes mais de mil vezes,
mesmo que seus pés impuros pisassem em mim.
Odeio-me por não conter o meu ódio,
e acabar explodindo como se uma bomba fosse.
Talvez nunca houvesse existido uma pilha,
que durasse mais que dezoito anos...
que não sabe nadar na piscina de concreto.
Que acaricia o rosto com mãos arrojadas,
e que solta sorrisos espontâneos sem motivo.
Odeio-me por não saber me odiar,
e traçar a vida com o orgulho sempre à frente.
Limparia o chão que pisastes mais de mil vezes,
mesmo que seus pés impuros pisassem em mim.
Odeio-me por não conter o meu ódio,
e acabar explodindo como se uma bomba fosse.
Talvez nunca houvesse existido uma pilha,
que durasse mais que dezoito anos...
# Pobre estandarte que me carrega.
Muitas vezes hesito em viver,
com medo de tudo parecer real,
mas às vezes sinto que o real pode ser tão bom,
e fujo deste mundo de papel.
Me desligo quando te ouço,
a verdade parece doer mais do que o fictício,
mas infelizmente não consigo colocar este ideal na minha cabeça.
São como lágrimas que são dedicadas a uma pessoa,
mas que deixam de cair muitas vezes.
São como estrelas que deixam de brilhar,
por estarem num local sem vida;
dentro de mim.
Camas vazias, sonhos ocultos,
palavras solitárias.
Sempre será assim,
esta é a minha cruz que carregarei.
já que tudo tem um fim.
Porque o dia insiste em nascer?
com medo de tudo parecer real,
mas às vezes sinto que o real pode ser tão bom,
e fujo deste mundo de papel.
Me desligo quando te ouço,
a verdade parece doer mais do que o fictício,
mas infelizmente não consigo colocar este ideal na minha cabeça.
São como lágrimas que são dedicadas a uma pessoa,
mas que deixam de cair muitas vezes.
São como estrelas que deixam de brilhar,
por estarem num local sem vida;
dentro de mim.
Camas vazias, sonhos ocultos,
palavras solitárias.
Sempre será assim,
esta é a minha cruz que carregarei.
já que tudo tem um fim.
Porque o dia insiste em nascer?
# Talvez.
Me lembro de quando o sol batia forte na janela, e de quando o celular tocava ansioso para me transmitir a sua voz. O telefone de casa era a mesma coisa, trocava sua voz até mesmo pela minha. Hoje posso dizer que você é tudo o que digo.
Também de quando precisava falar com você, e não conseguia, talvez estes tivessem sido meus piores medos, mas eles sempre foram prejudicados, pois você sempre esteve lá, disposta a dizer tudo o que eu queria ouvir. E no fundo eu já sabia, que você era tudo o que eu sempre soube.
Falta de você, me faz sentir frio. Solidão, infelizmente não posso interromper a ordem natural da vida, nada que possa ser feito será feito. Talvez sinta medo de mim, pois meus olhos mudam de cor ao te ver chegar, eles enxergam luz e não escuridão. Não importava mais se eu fosse adormecer ou não, pois saberia que você estava ali.
E hoje sou muito mais feliz em saber que você esta feliz -ou não-, talvez eu não esteja feliz. Só sei que quando a tempestade passar, espero tê-la em meus braços novamente.
Se eu te der a minha mão, você promete não soltá-la mais?
Novamente...
# Insuperável.
Saudade de te abraçar, de poder dizer que você era minha naquele instante. Dói tanto lembrar, e enquanto sinto dor, as lágrimas são tão previsíveis. Não sei o que é melhor para mim, nem mesmo sei o que sou eu agora. Uma foto, uma simples foto destruindo uma simples vida. Sou tão insignificante que não respiro sem seu ar, sou tão seu nesse momento. É uma pena, mas você não sabe o quanto você vale para minha vida. Queria voltar atrás. Não sou perfeito, não sou perfeito, não sou perfeito e pronto. Mas você me parece tão perfeita.
Absolutamente nada te tirará de dentro de mim. E se enquanto morto sonhar fosse, sonharia com você ao meu lado.
bee_c/52687087
Absolutamente nada te tirará de dentro de mim. E se enquanto morto sonhar fosse, sonharia com você ao meu lado.
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# Levantando-se.
Um ato automático,
que nos faz acreditar que era um sonho.
Ao padecer de uma catástrofe ver coisas boas,
se olhando no espelho, reparando um belo reflexo medonho.
Caminhando com os pés fora do chão,
dono de um corpo com dores e doenças mil.
Um desastre qualquer, como promessas que não curam,
só o que faço me satisfaz. Meu corpo viril.
Nuvens negras sobre minha cabeça,
trazem chuva seca para meu corpo ardente.
Uma calma que me amoleça,
amolecer esse anjo falido com asas; reluzente,
me esqueça, somente me esqueça.
Uma só historia
triste por sinal, dolorosa afinal.
somente uma doce memória.
Sou um anjo e não um humano.
A dor vem como conseqüência no final.
# Medo do escuro (3ª Parte)
Tudo estava indo tão bem, Rachael e Ralf estavam tão entusiasmados com a idéia que depois do ato se deitaram um do lado do outro no sofá apertado, fecharam os olhos agradecendo o que estava acontecendo e se colocaram a dormir. Pela manhã, Ralf acordou e viu que Rachael já estava acordada preparando o café da manhã. As crianças estavam brincando do lado de fora esperando o café, e somente Ralf havia acordado recentemente. Rachael se põe a gritar para chamar as crianças, mas Ralf levanta, lava o rosto, e vai atrás das meninas, cumprimentando Rachael com um beijo de bom dia.
A casa praticamente sozinha, somente com Rachael do lado de dentro. Ralf procura as meninas, mas parece não conseguir achá-las. Enquanto caminha dando voltas pela casa, uma coisa passa pela sua cabeça, será que elas foram até aquela outra propriedade? Ralf vai correndo até lá, e encontra o dono da mesma e pergunta:
- Você por acaso não viu duas meninas pequenas passando por aqui?
E o homem diz:
- Não, nenhuma garota passou por aqui.
Ralf então preocupado com as garotas, volta pra casa, mas no caminho acha um laço que prendia o cabelo de Emy, um laço vermelho de fita de seda. Ele olha para os lados, desconfiando que Emy e Sophie estavam por ali, ou passaram por ali. De repente escuta gritos familiares, eram de Emy e de Sophie, estavam vindo do lado de dentro de uma floresta. Ralf enfim decide prosseguir a dentro, achando objetos que pertenciam a elas. Encontra uma ponte improvisada com um galho de árvore sobre um riacho, e grita para as meninas continuarem gritando. Rachael sozinha, vai até o porão da casa, e vê que o projeto de Ralf não havia nem saído da cabeça ainda. Ela revira uns papeis, mexe nas gavetas e vê o desenho que Emy havia desenhado, mas o desenho que antes estava com o vermelho e o preto bem marcantes, agora estava desbotado. Pega o desenho em suas mãos, e o leva para a sala, colocando-o sobre o sofá. Como Rachael não sabia o que havia acontecido com aquele desenho, ela sobe até o quarto de Emy e pega alguns lápis de cor para melhorar a pintura. Vê que eles não estão no local onde deveriam estar, e vê um lápis quebrado no chão, se abaixa, e o pega em suas mãos. Vê que em baixo das camas, havia desenhos de Emy, no total dez desenhos amassados, que Ralf ainda não havia visto, e que mostravam apenas um menino. Daniel.
Enquanto isso, Ralf a procurar as garotas, ouve um grito atrás das árvores, acelera o passo e vai em direção ao grito. Vê que Emy estava caída em um buraco e que Sophie estava gritando. Ele então chama pela filha, ela havia caído mas estava consciente. Se estica e não consegue alcança-la. Diz para Sophie que vai pegá-la pelo pé, e diz que é para ela se segurar em Emy, e ela obedece. Assim conseguindo salvá-la. Leva Emy no colo e Sophie em uma das mãos. Sophie diz para Ralf que estavam apenas brincando de pegar borboletas, e que uma foi para dentro da floresta, e que Emy acabou caindo no buraco. Emy meio acordada diz:
- A borboleta era tão bonita papai.
Ralf caminhando de volta pra casa, vê diversas borboletas voando atrás dos passos dele, e as espanta com o passar rápido da mão cortando o vento. Então chegando perto da casa, vê duas crianças idênticas a Emy e Sophie brincando, e pensa:
- Se Emy e Sophie estão brincando do lado de casa, quem estou segurando no colo e de quem é esta mão na minha?
De repente ele escuta a suposta Emy falando sobre seu ouvido:
- Não se preocupa papai, o caos não vai pegar você. O caos reina apenas para os mais fracos. - Sendo bem sussurrado pela garota.
Ralf então com medo, olha para Sophie e a vê com o rosto abaixado, com os cabelos cobrindo o rosto delicado. Ele abre os cabelos da menina, quando uma gota de sangue cai no chão. Ele tira sua atenção para a gota, e quando olha novamente para a menina, vê o seu rosto totalmente machucado, perguntando se Sophie estava bem, vendo-a caindo no chão. Enquanto isso Emy, em seu colo, também com o rosto coberto pelos cabelos, diz a Ralf que vai ficar tudo bem, Ralf vê uma perfuração em sua barriga, com um pedaço de galho dentro e sente a menina lhe dando um beijo. Aquela imagem ficou se repetindo em sua cabeça, quando de repente Rachael, Emily e Sophie o balançam para acordá-lo. Desesperadas, as garotas pegam uma jarra de suco, a enchem com água, e derramam sobre o rosto do pai. Ele acorda assustado depois do pesadelo, contando como havia sido tão real aquilo. E afirma pela primeira vez que estava com medo de perdê-las. Ele estava ensopado de suor, então pega algumas peças de roupa, e entra no banho. Rachael diz para as meninas ficarem em casa para fazer companhia para Ralf; para não abandoná-lo. Ela disse que também ficaria mas que havia coisas para serem feitas. Então Rachael sobe até o quarto de Ralf, senta sobre a cama, e o espera terminar o banho. Emy e Sophie assistem sentadas no sofá um programa de desenhos animados. Já Ralf no banho, começa a se ensaboar com o sabonete, e de tanto calor, abre um vão da janela para o ar entrar. Ao desligar a torneira do chuveiro, uma borboleta entra pelo vão, parecia estar machucada, cai no chão e Ralf a pega na mão, envolvendo-a num pedaço de papel e a colocando no lixo. Abre a porta e se depara com Rachael sentada sobre a cama, esperando-o para conversar. Ralf diz que havia tido um sonho horrivel, que as meninas haviam se perdido na floresta, e que Emy havia caído dentro de um buraco. Elas estavam caçando borboletas. Foi quando as trouxe de volta para a casa, e as vi brincando na varanda, pensei então quem eram aquelas que estavam comigo. Emy estava morta, mas conseguiu me beijar. Foi quando acordei.
Rachael então diz:
- Emy havia desenhado mais coisas, que estavam de baixo de sua cama, era um menino, e que em torno dele, havia uma dezena de borboletas. Ele estava dentro de uma floresta.
Ralf assustado com aquilo:
- Nossa, Emy ainda não parou de desenhar Daniel, seu amigo imaginário. Mas o estranho é, será que ele mora dentro da floresta?
- Mas quem realmente é Daniel? - Pergunta Rachael, também com medo.
- Meu píor pesadelo - Diz Ralf.
A casa praticamente sozinha, somente com Rachael do lado de dentro. Ralf procura as meninas, mas parece não conseguir achá-las. Enquanto caminha dando voltas pela casa, uma coisa passa pela sua cabeça, será que elas foram até aquela outra propriedade? Ralf vai correndo até lá, e encontra o dono da mesma e pergunta:
- Você por acaso não viu duas meninas pequenas passando por aqui?
E o homem diz:
- Não, nenhuma garota passou por aqui.
Ralf então preocupado com as garotas, volta pra casa, mas no caminho acha um laço que prendia o cabelo de Emy, um laço vermelho de fita de seda. Ele olha para os lados, desconfiando que Emy e Sophie estavam por ali, ou passaram por ali. De repente escuta gritos familiares, eram de Emy e de Sophie, estavam vindo do lado de dentro de uma floresta. Ralf enfim decide prosseguir a dentro, achando objetos que pertenciam a elas. Encontra uma ponte improvisada com um galho de árvore sobre um riacho, e grita para as meninas continuarem gritando. Rachael sozinha, vai até o porão da casa, e vê que o projeto de Ralf não havia nem saído da cabeça ainda. Ela revira uns papeis, mexe nas gavetas e vê o desenho que Emy havia desenhado, mas o desenho que antes estava com o vermelho e o preto bem marcantes, agora estava desbotado. Pega o desenho em suas mãos, e o leva para a sala, colocando-o sobre o sofá. Como Rachael não sabia o que havia acontecido com aquele desenho, ela sobe até o quarto de Emy e pega alguns lápis de cor para melhorar a pintura. Vê que eles não estão no local onde deveriam estar, e vê um lápis quebrado no chão, se abaixa, e o pega em suas mãos. Vê que em baixo das camas, havia desenhos de Emy, no total dez desenhos amassados, que Ralf ainda não havia visto, e que mostravam apenas um menino. Daniel.
Enquanto isso, Ralf a procurar as garotas, ouve um grito atrás das árvores, acelera o passo e vai em direção ao grito. Vê que Emy estava caída em um buraco e que Sophie estava gritando. Ele então chama pela filha, ela havia caído mas estava consciente. Se estica e não consegue alcança-la. Diz para Sophie que vai pegá-la pelo pé, e diz que é para ela se segurar em Emy, e ela obedece. Assim conseguindo salvá-la. Leva Emy no colo e Sophie em uma das mãos. Sophie diz para Ralf que estavam apenas brincando de pegar borboletas, e que uma foi para dentro da floresta, e que Emy acabou caindo no buraco. Emy meio acordada diz:
- A borboleta era tão bonita papai.
Ralf caminhando de volta pra casa, vê diversas borboletas voando atrás dos passos dele, e as espanta com o passar rápido da mão cortando o vento. Então chegando perto da casa, vê duas crianças idênticas a Emy e Sophie brincando, e pensa:
- Se Emy e Sophie estão brincando do lado de casa, quem estou segurando no colo e de quem é esta mão na minha?
De repente ele escuta a suposta Emy falando sobre seu ouvido:
- Não se preocupa papai, o caos não vai pegar você. O caos reina apenas para os mais fracos. - Sendo bem sussurrado pela garota.
Ralf então com medo, olha para Sophie e a vê com o rosto abaixado, com os cabelos cobrindo o rosto delicado. Ele abre os cabelos da menina, quando uma gota de sangue cai no chão. Ele tira sua atenção para a gota, e quando olha novamente para a menina, vê o seu rosto totalmente machucado, perguntando se Sophie estava bem, vendo-a caindo no chão. Enquanto isso Emy, em seu colo, também com o rosto coberto pelos cabelos, diz a Ralf que vai ficar tudo bem, Ralf vê uma perfuração em sua barriga, com um pedaço de galho dentro e sente a menina lhe dando um beijo. Aquela imagem ficou se repetindo em sua cabeça, quando de repente Rachael, Emily e Sophie o balançam para acordá-lo. Desesperadas, as garotas pegam uma jarra de suco, a enchem com água, e derramam sobre o rosto do pai. Ele acorda assustado depois do pesadelo, contando como havia sido tão real aquilo. E afirma pela primeira vez que estava com medo de perdê-las. Ele estava ensopado de suor, então pega algumas peças de roupa, e entra no banho. Rachael diz para as meninas ficarem em casa para fazer companhia para Ralf; para não abandoná-lo. Ela disse que também ficaria mas que havia coisas para serem feitas. Então Rachael sobe até o quarto de Ralf, senta sobre a cama, e o espera terminar o banho. Emy e Sophie assistem sentadas no sofá um programa de desenhos animados. Já Ralf no banho, começa a se ensaboar com o sabonete, e de tanto calor, abre um vão da janela para o ar entrar. Ao desligar a torneira do chuveiro, uma borboleta entra pelo vão, parecia estar machucada, cai no chão e Ralf a pega na mão, envolvendo-a num pedaço de papel e a colocando no lixo. Abre a porta e se depara com Rachael sentada sobre a cama, esperando-o para conversar. Ralf diz que havia tido um sonho horrivel, que as meninas haviam se perdido na floresta, e que Emy havia caído dentro de um buraco. Elas estavam caçando borboletas. Foi quando as trouxe de volta para a casa, e as vi brincando na varanda, pensei então quem eram aquelas que estavam comigo. Emy estava morta, mas conseguiu me beijar. Foi quando acordei.
Rachael então diz:
- Emy havia desenhado mais coisas, que estavam de baixo de sua cama, era um menino, e que em torno dele, havia uma dezena de borboletas. Ele estava dentro de uma floresta.
Ralf assustado com aquilo:
- Nossa, Emy ainda não parou de desenhar Daniel, seu amigo imaginário. Mas o estranho é, será que ele mora dentro da floresta?
- Mas quem realmente é Daniel? - Pergunta Rachael, também com medo.
- Meu píor pesadelo - Diz Ralf.
# Medo do escuro (2ª Parte)
Já com a comida pronta sobre a mesa, Ralf chamou Emy para lhe fazer algumas perguntas. A cada garfada, uma pergunta sobre Rachael e Sophie era solta por Ralf. E Emy, sem entender muito bem o motivo daquelas perguntas, simplesmente as respondeu.
- Emy, o que você mais gosta de fazer quando está com Sophie?
- Gosto de brincar de pique-esconde papai.
- Mas como se brinca de pique-esconde Emy?- Perguntou o pai sem interesse, pois já sabia como a brincadeira funcionava.
- Nós contamos até cem, enquanto a outra pessoa se esconde, depois saio para procurá-la, e se eu achá-la, está com ela.
Ralf, já sentindo a carência também por Rosie, decidiu dedicar mais tempo à sua filha Emily, e a convidou para brincar lá do lado de fora da casa. Emy, concordou e foram brincar.
E a casa estava sozinha, e eles estavam sozinhos sem ninguém para os perturbar. Ralf não conseguia vencer o jogo, Emy já sabia muito bem os truques do pai, então pararam de brincar. Ralf foi entrando na frente para atender um telefonema, enquanto Emy se aprontava para entrar. Era seu amigo Mark que revendia seus artefatos de madeira, dizendo que havia encomendado um cavalo com cela avermelhada para uma familia daquela cidade. Então Ralf aceitou fazer o cavalo, e logo colocou o telefone no gancho. Gritou Emy, mas ela ainda não havia entrado, foi quando Ralf achou estranho. Emy estava tentando apanhar uma borboleta, que já entrava dentro de outra propriedade, do qual, Emy não poderia estar invadindo. Ralf começou a correr para protegê-la, e viu-a entrando naquela propriedade, então correu mais rápido, e conseguiu alcança-la. Foram para a casa, se ligaram para Rachael, para saber se ela poderia aparecer na casa deles as 19:30pm, e ela disse que sim.
Logo após a aceitação de Rachael, Ralf e Emy trataram de arrumar a casa para bem recebê-los. Afinal a casa estava uma bagunça, e o assunto que deveria estar sendo tomado com elas era muito importante e serio. Ralf falou para Emy ir arrumando o quarto dela, e ele limparia os cômodos da parte de baixo da casa. Emy juntando suas bonecas, e Ralf, apanhando o lixo com um aspirador de pó barulhento. Após Emy já ter acabo o seu quarto, se oferece para limpar o quarto de seu pai. E como Ralf estava muito cansado, ele permite isso à ela. Emy limpando daqui, limpando dali, sobe em cima da cama de Ralf, e acha algumas caixas sobre seu guarda-roupas. Emy muito curiosa, começa a observar aquelas caixas, com cada vez mais curiosidade. Então, Emy alcança uma das caixas, observa lá dentro alguns papeis do casamento de seu pai, algumas fotografias do dia 09 de agosto de 1980, o dia em que Ralf havia dado uma câmera fotográfica para Rosie. E o mesmo dia em que Rosie havia sofrido aquele terrível acidente de automóvel. O carro onde ela estava perdeu o controle e caiu do penhasco. Um verdadeiro desastre. E ao ver tudo aquilo, Emy deixou cair aquela caixa, que fez um estrondo muito grande no chão, possível de se escutar da parte de baixo, onde seu pai estava. Então, quando Ralf escutou, subiu correndo a escadaria, se deparou com Emy segurando as fotografias, e a caixa caída no chão. Apanhou a caixa de seus pés, e a ergueu dizendo cuidado, pois ali havia coisas pessoais. Ralf deixou a caixa sobre a cama enorme de casal, e retirou a fotografia de Rosie das mãos da filha, e por um instante se descuidou, deixando-a ver o resto do conteúdo da velha caixa. Havia uma pistola, de uma coleção antiga que seu avô havia dado a Ralf, e junto com ela, uma caixa de balas.
O silêncio foi quebrado pelo som da campainha. Ralf pegou Emy nos braços e a levou junto com ele para atender a porta. Era Rachael e Sophie, com alegria, Emy foi correndo brincar com Sophie do lado de fora de casa. Ralf começou a conversar com Rachael sobre ela cuidar uns dias de Emy, se possível pois havia trabalho a ser feito, então Rachael somente aceitou se pudesse passar alguns dias na casa deles. Foi uma boa notícia para todos ali, e com certeza, as crianças também iriam gostar da idéia. Ralf sabendo que tinha mais um quarto de hóspedes na casa, trouxe uma cama de lá e colocou no quarto de Emy, para Emy e Sophie poderem dormir juntas. Mas faltava mais uma cama, e só restava o sofá. Já estava ficando tarde, e Rachael se deu ao trabalho de chamar as crianças para jantarem e darem a notícia. Todos estavam reunidos, comendo um delicioso prato que Rachael havia preparado com peito de frango e arroz grego. Quando Ralf deu uma das mãos para Rachael, olhou no fundo dos olhos dela, e após isso, olhou para as crianças dizendo que Rachael e Sophie iriam passar alguns dias lá. As crianças olharam uma para a outra e a felicidade delas ficou evidente com a notícia.
Depois do jantar, Ralf se levantou, retirou a mesa, e começou a lavar os pratos sujos, enquanto isso, Rachael levou as crianças para deitar. Contou-lho-as uma historia, e pronto, lá estavam dormindo feito anjos. Ralf já havia lavado a louça, então ao caminhar para a sala, viu Rachael com uma linda camisola vermelha. Ela estava muito sensual pensava ele. A excitação dele ficou clara. Quando ela chegou no ultimo degrau da escada, ele disse que ela poderia ficar no quarto dele, que ele não se importava de dormir no sofá da sala, já que o porão onde funcionava a sua marcenaria improvisada ficava muito mais perto, e facilitava a rapidez do trabalho. Rachael olhou-o com um olhar profundo, o envolveu nos seus braços e se pôs a chorar. Disse que ela estava desesperada pois não sabia o que é ter um homem fazia anos, e pediu desculpas por mentir daquele jeito para Ralf. Ralf então não se importou mais com aquilo, e a desculpou depois daquilo. Ela foi se afastando lentamente, até que os seus rostos ficaram muito próximos um do outro, e eles se beijaram. Emy dormia feito pedra, e Sophie estava cansada demais para ouvir algum gemido, mesmo que estivesse vindo de Emy, então, Rachael empurrou Ralf até o sofá, abaixou a calcinha, e se sentou sobre o colo dele. Eles começaram a fazer amor ali, sem se preocupar com nada. Ralf via flashs de Rosie e Rachael de Bryan, seu ex-marido.
# Dó, ré, mi, fá, sol, la, si, dó.
Às vezes quando sou eu mesmo
sinto medo de te machucar.
Mas quando estamos juntos,
posso me ver no fundo dos seus olhos,
e me sinto privilegiado,
por estar sempre dentro de você.
Quando nos entregamos um para o outro,
fazemos loucuras de amor,
mas o que há dentro de nós? - um leão -
que pra fugir pede por favor.
Que mera coincidência é o prazer
Uns dizem que amaram,
outros dizem que amar é dor.
Se for pra descobrir,
ó doce cantar, quero seu clamor.
Abaixo do sol de imenso tamanho,
a miragem é sempre um terror.
Sou um cara estranho - no momento -,
nem mesmo sinto frio ou calor.
E se fosse se cansar,
cansaria de receber aplausos sem querer.
Não vejo perfeição em nada,
muito menos no meu crer,
pois se creio o mundo se fecha,
e se me escondo,
Deus me manda seus anciões
que me acertam com uma flecha.
A flecha divina,
que toca a harpa em dó e ré,
me acerta o coração,
como num ato bom
com toda a sua fé.
Não gosto de ouvir o som do dó,
porque me recordo,
vendo meu avô e avó
em cinzas e pó.
# Medo do escuro (1ª Parte)
- Quando mamãe se foi, eu e papai se mudamos para outra cidade. Não queríamos que as mágoas ficassem junto a nós. Tudo bem que a casa era um pouco menor do que a de antes, mas conseguiria me adaptar com o passar do tempo. Na viagem vi a brisa tocando meu rosto e balançando meu cabelo, tudo caminhava bem na medida do possível. Estava somente dentro daquele carro, eu, papai, e minha boneca de porcelana - um presente que minha mãe me deu, alguns dias antes dela partir.
Papai me chamava de Emy, um apelido carinhoso que mamãe também me chamava. Meu verdadeiro nome é Emily Bakker, e sou ainda uma criança. Todas as noites, mamãe me trazia para a cama, e me contava uma história - tudo bem que na metade dela eu já estava dormindo -, mas era a unica coisa que me fazia adormecer. Não conseguia pensar como era a minha vida sem ela, e quando, com uma corda ela se enforcou, perdi a cabeça e a partir daí, começaram os traumas.
Como eu era muito nova, tudo ficou mais difícil. A terapia custava mais caro do que o normal, precisava de medicamentos para adormecer e conter as minhas lágrimas. Mas felizmente papai podia me dar a atenção que eu precisava. Foi quando eu fiz meu primeiro amigo imaginário...
A casa era antiga, sem muitos moveis modernos, e a maioria dos antigos, já estavam empoeirados. Uma televisão antiga sobre o chão, uma cadeira de balanço pintada a mão também estavam lá, num estado melhor do que os outros moveis. Então me sentei, e comecei a balançar, e a balançar ouvi o rangido da cadeira antiga, parecia que estava prestes a quebrar. Enquanto isso, papai foi tirar as coisas do carro, trouxe todas as caixas pesadas e colocou no meio da sala, impedindo a minha passagem para a escolha dos quartos. Papai era um doutor aposentado, Ralf é como ele se chama. Ralf Bakker, era médico cirurgião, que trabalha com antigüidades. As esculpia em madeira, e depois as vendia para um amigo dele de outra cidade.
Em uma caixa estava escrito: - Coisas da Rosie! Com letras rápidas mas delicadas. Devia ser algumas fotografias dela. A obsessão dele era notável, assim como as noites mal adormecidas dele, enquanto sonhava com os tempos dourados da formatura na faculdade, onde ele a conheceu. Ele havia trazido uma caixa grande, onde ele guardava alguns prazeres dele, como a bebida, alguns livros em branco para começar a escrever, e um grande fone que impedia ele de escutar o resto da casa. Quando tudo se apagou, ele se deitou em um dos quartos, e me deixou em um outro separado. Eu fui calada até o quarto, carregando em uma das mãos minha boneca de porcelana, e na outra, a mão dele. Ele me deitou igual a mamãe, me dei um singelo beijo na testa, e deixou a porta entre-aberta para a luz entrar. Me coloquei em baixo dos cobertores, virei para o canto, e adormeci.
No dia seguinte papai trouxe o café da manhã na cama, e me acordou. Demorei um pouco até acordar, mas quando o vi, abracei-o fortemente, para não deixá-lo escapar de meus braços. Dizia para ele que não podia viver sem ele e sem a mamãe, e pedi por favor que ele não me deixasse. A promessa foi a que eu mais esperava, ele prometeu não me deixar. Contei a ele meu sonho, um sonho meio estranho, onde eu conhecia uma pessoa que não mostrava seu rosto, com vergonha ou medo, mas pediu a mim um favor, e eu, no meu sonho, o cumpri.
Ralf: - E qual foi o sonho filhinha?- Perguntava o papai ansioso com o desfecho do meu sonho.
Emy: - Eu teria de desenhar mamãe. - Foi isso que fiz papai.
Ralf após o desfecho ficou mais tranqüilo, deu nas mãos da filha um copo de leite e algumas bolachas, e deixou na forma uma maçã. Quando se levantou, reparou que havia pisado na boneca da filha, e que havia quebrado-a. Quando se abaixou para pegá-la, olhou em baixo da cama, e viu os lápis de cera empurrados por ali, junto com uma folha de papel amassada, simplesmente deixou onde estava, e deu a má notícia a sua filha. Ela, às lágrimas, disse que o perdoava por ter quebrado a sua boneca preferida, e que já era tempo de abandonar mesmo aquela boneca.
Na hora do almoço, Ralf reparou que não havia trazido a comida congelada, e que era preciso comprar alguns pedaços de carne, então perguntou a Emy se queria o acompanha-lo. E ela aceitou. No caminho do mercado, Ralf para seu carro em um farol, e escuta Emy no banco de trás conversando com um amigo. Daniel era o nome dele que ela dizia baixinho, puxando algumas mechas de cabelo para trás da orelha. Ralf achava normal uma criança ter uma amizade imaginária depois do trauma, e aceitou tudo aquilo. Enquanto ele comprava os mantimentos para preparação da comida, ouviu Emy falando com um estranho, que também estava por perto. Com medo, correu até o local onde a filha se encontrava e deparou-se com uma linda mulher com uma criança um pouco mais velha do que Emy. Rachael era o nome da mãe, e Sophie o nome da filha dela. Ralf os cumprimentou, e disse desculpas pela desconfiança, e justificou dizendo que era novo na cidade. Eles trocaram telefones, e partiram até a fila do caixa. Ele se foi junto com Emy, e Rachael ficou logo atrás. Num outro farol, Rachael parou seu automóvel do lado do de Ralf, e ele abaixou a janela lateral e a gritou.
Ralf: - Gostaria de almoçar conosco hoje? Será um almoço simples, não sei cozinhar muito bem.
Rachael: - Não posso, meu marido me espera. Mas se não se importa, poderei levar Sophie para brincar com Emy.
Ralf não perdeu tempo e aceitou a proposta dela. Se despediu, e traçou o seu caminho. Ao chegar em casa, Emy foi sentando na mesa da cozinha a espera da comida, e Ralf foi para a cozinha. Fez o que pode, e colocou no prato da filha, e logo depois se sentou ao lado dela, e começou a comer também. Emy comeu tudo e Ralf só conseguia mexer na comida, estava sem fome depois de conhecer aquela moça. Foi quando eles ouviram a campainha, e Emy foi correndo abrir a porta. Era Sophie querendo brincar com ela no jardim. Emy perguntou ao pai se podia, e ele disse que sim, caminhando até a porta para avistar Rachael dentro do carro. Ele foi chegando mais perto para reparar se ela estava com o marido, mas viu que não, então, se aproximou e disse:
- Tudo bem deixá-la aqui, elas brincarão a tarde inteira.
Rachael disse:
- Tem certeza que não será um incomodo?
- Pode ter certeza que não-, Ralf afirmou.
Então Rachael ligou o carro, e engatou a marcha ré, e se foi.
Ralf disse para elas não brigarem e não irem longe, e elas obedeceram.
Enquanto isso, Ralf abriu uma das caixas, e tirou um aspirador de pó, e começou a limpeza. Limpou toda a casa, deixou-a arrumada para qualquer tipo de visita, e subiu para os quartos, para limpa-los também. Começou pelo seu, no qual estava menos bagunçado, arrumou sua cama de casal, e limpou o pó que havia no criado-mudo onde ele colocava seus livros. Quando terminou, passou a limpar o quarto de Emy. havia muitos brinquedos espalhados pelo chão, e foi recolhendo-os e colocando-os no canto, dentro de outra caixa vazia.
Foi passando o aspirador de pó até chegar perto da cama, olhou o papel e os lápis de cera no mesmo local, então os pegou, e repentinamente, ouviu um grito de uma das meninas. Então, tratou de ir correndo ver o acontecido. não se importou com o desenho e o deixou esticado sobre a cama da menina.
Sophie havia caído, ralado os joelhos, mas estava praticamente bem, Ralf a pegou nos braços e a levou para dentro da casa, ligou para a mãe, e falou do acontecido. Ela logo chegou, preocupada com a sua filha, e perguntou o que havia acontecido. Emy disse que elas estavam brincando e elas ouviram um barulho estranho e começaram a correr para a casa com medo, foi então quando Sophie caiu, e papai já a pegou. Rachael reparou o curativo nos joelhos da menina, e disse apenas que acidentes acontecem. Ralf a ofereceu uma xícara de café, e ela aceitou, sentando-se sobre a cadeira com sua filha no colo. Todos nós conversamos por alguns minutos, e no olhar do relógio, Rachael viu que estava tarde, e decidiu partir. Ralf a levou até a porta do carro, e a cumprimentou com um beijo carinhoso, seguido do pedido de desculpas. Entrou para casa, levando Emy, e quando a pôs para deitar, viu melhor o desenho que ela havia feito.
Um desenho feito a mão, com o cabelo vermelho de sua mãe, como ela havia contado no sonho. Ele perguntou quem a havia desenhado, naquele papel amassado, e Emy disse apenas que não havia sido ela, e sim Daniel. Ralf então pegou o desenho, e levou ate a lareira da casa para queimá-lo. Enquanto via aquela recordação pegando fogo, encheu o copo com whisky e começou a beber loucamente, buscando esquecê-la. Não demorou muito para ver que Emy estava mentindo, mas simplesmente encarou como carência da mãe da parte da Emy. Se deitou no sofá, puxou um velho agasalho que serviu de cobertor, e adormeceu logo ali.
Quando o sol bateu nos seus olhos, ele acordou assustado não lembrando de nada, e viu o desenho da filha intacto sobre seu peito, olhou para o lado e se assustou, Emy estava ali com uma xícara quente de café, que com o susto, acabou derrubando-a da mão da filha. Ela então se afastou dizendo: - Cuidado! Poderia ter me queimado. O pai então disse perdão à ela, e se sentou encostando as costas no apoio do sofá, se perguntando como o desenho ainda estava ali, intacto. Emy, seguiu para a cozinha e pegou mais uma outra xícara de café, levou até o pai, caminhou até a cozinha novamente, pegou a vassoura e varreu a xícara quebrada no chão, jogou-a no lixo, e se sentou do lado de seu pai.
Ralf perguntou novamente se havia sido ela quem havia feito aquilo, e ela disse novamente que havia sido Daniel. A imagem de Rosie estava ali, como se fosse uma fotografia realmente, e desta vez, Ralf decidiu guardá-la num local seguro. Emy chegou perto de seus ouvidos e disse:
- A Sophie estava me contando que o papai dela também morreu papai, quem sabe vocês não podem se casar.
Ralf com uma cara de desconfiado perguntou:
- Então por que ela disse que o marido dela estava esperando-a?
- Sophie me disse que Rachael gostou tanto de você que ficou com vergonha e disse tudo aquilo.
Ralf soltou um sorriso sutil, e foi até a cozinha preparar o almoço novamente, e deixou Emy assistindo aquela televisão antiga. Ralf ficou pensando, pensando se poderia dar certo, mas deixou de pensar e se pôs a fazer o sustento da filha.
Papai me chamava de Emy, um apelido carinhoso que mamãe também me chamava. Meu verdadeiro nome é Emily Bakker, e sou ainda uma criança. Todas as noites, mamãe me trazia para a cama, e me contava uma história - tudo bem que na metade dela eu já estava dormindo -, mas era a unica coisa que me fazia adormecer. Não conseguia pensar como era a minha vida sem ela, e quando, com uma corda ela se enforcou, perdi a cabeça e a partir daí, começaram os traumas.
Como eu era muito nova, tudo ficou mais difícil. A terapia custava mais caro do que o normal, precisava de medicamentos para adormecer e conter as minhas lágrimas. Mas felizmente papai podia me dar a atenção que eu precisava. Foi quando eu fiz meu primeiro amigo imaginário...
A casa era antiga, sem muitos moveis modernos, e a maioria dos antigos, já estavam empoeirados. Uma televisão antiga sobre o chão, uma cadeira de balanço pintada a mão também estavam lá, num estado melhor do que os outros moveis. Então me sentei, e comecei a balançar, e a balançar ouvi o rangido da cadeira antiga, parecia que estava prestes a quebrar. Enquanto isso, papai foi tirar as coisas do carro, trouxe todas as caixas pesadas e colocou no meio da sala, impedindo a minha passagem para a escolha dos quartos. Papai era um doutor aposentado, Ralf é como ele se chama. Ralf Bakker, era médico cirurgião, que trabalha com antigüidades. As esculpia em madeira, e depois as vendia para um amigo dele de outra cidade.
Em uma caixa estava escrito: - Coisas da Rosie! Com letras rápidas mas delicadas. Devia ser algumas fotografias dela. A obsessão dele era notável, assim como as noites mal adormecidas dele, enquanto sonhava com os tempos dourados da formatura na faculdade, onde ele a conheceu. Ele havia trazido uma caixa grande, onde ele guardava alguns prazeres dele, como a bebida, alguns livros em branco para começar a escrever, e um grande fone que impedia ele de escutar o resto da casa. Quando tudo se apagou, ele se deitou em um dos quartos, e me deixou em um outro separado. Eu fui calada até o quarto, carregando em uma das mãos minha boneca de porcelana, e na outra, a mão dele. Ele me deitou igual a mamãe, me dei um singelo beijo na testa, e deixou a porta entre-aberta para a luz entrar. Me coloquei em baixo dos cobertores, virei para o canto, e adormeci.
No dia seguinte papai trouxe o café da manhã na cama, e me acordou. Demorei um pouco até acordar, mas quando o vi, abracei-o fortemente, para não deixá-lo escapar de meus braços. Dizia para ele que não podia viver sem ele e sem a mamãe, e pedi por favor que ele não me deixasse. A promessa foi a que eu mais esperava, ele prometeu não me deixar. Contei a ele meu sonho, um sonho meio estranho, onde eu conhecia uma pessoa que não mostrava seu rosto, com vergonha ou medo, mas pediu a mim um favor, e eu, no meu sonho, o cumpri.
Ralf: - E qual foi o sonho filhinha?- Perguntava o papai ansioso com o desfecho do meu sonho.
Emy: - Eu teria de desenhar mamãe. - Foi isso que fiz papai.
Ralf após o desfecho ficou mais tranqüilo, deu nas mãos da filha um copo de leite e algumas bolachas, e deixou na forma uma maçã. Quando se levantou, reparou que havia pisado na boneca da filha, e que havia quebrado-a. Quando se abaixou para pegá-la, olhou em baixo da cama, e viu os lápis de cera empurrados por ali, junto com uma folha de papel amassada, simplesmente deixou onde estava, e deu a má notícia a sua filha. Ela, às lágrimas, disse que o perdoava por ter quebrado a sua boneca preferida, e que já era tempo de abandonar mesmo aquela boneca.
Na hora do almoço, Ralf reparou que não havia trazido a comida congelada, e que era preciso comprar alguns pedaços de carne, então perguntou a Emy se queria o acompanha-lo. E ela aceitou. No caminho do mercado, Ralf para seu carro em um farol, e escuta Emy no banco de trás conversando com um amigo. Daniel era o nome dele que ela dizia baixinho, puxando algumas mechas de cabelo para trás da orelha. Ralf achava normal uma criança ter uma amizade imaginária depois do trauma, e aceitou tudo aquilo. Enquanto ele comprava os mantimentos para preparação da comida, ouviu Emy falando com um estranho, que também estava por perto. Com medo, correu até o local onde a filha se encontrava e deparou-se com uma linda mulher com uma criança um pouco mais velha do que Emy. Rachael era o nome da mãe, e Sophie o nome da filha dela. Ralf os cumprimentou, e disse desculpas pela desconfiança, e justificou dizendo que era novo na cidade. Eles trocaram telefones, e partiram até a fila do caixa. Ele se foi junto com Emy, e Rachael ficou logo atrás. Num outro farol, Rachael parou seu automóvel do lado do de Ralf, e ele abaixou a janela lateral e a gritou.
Ralf: - Gostaria de almoçar conosco hoje? Será um almoço simples, não sei cozinhar muito bem.
Rachael: - Não posso, meu marido me espera. Mas se não se importa, poderei levar Sophie para brincar com Emy.
Ralf não perdeu tempo e aceitou a proposta dela. Se despediu, e traçou o seu caminho. Ao chegar em casa, Emy foi sentando na mesa da cozinha a espera da comida, e Ralf foi para a cozinha. Fez o que pode, e colocou no prato da filha, e logo depois se sentou ao lado dela, e começou a comer também. Emy comeu tudo e Ralf só conseguia mexer na comida, estava sem fome depois de conhecer aquela moça. Foi quando eles ouviram a campainha, e Emy foi correndo abrir a porta. Era Sophie querendo brincar com ela no jardim. Emy perguntou ao pai se podia, e ele disse que sim, caminhando até a porta para avistar Rachael dentro do carro. Ele foi chegando mais perto para reparar se ela estava com o marido, mas viu que não, então, se aproximou e disse:
- Tudo bem deixá-la aqui, elas brincarão a tarde inteira.
Rachael disse:
- Tem certeza que não será um incomodo?
- Pode ter certeza que não-, Ralf afirmou.
Então Rachael ligou o carro, e engatou a marcha ré, e se foi.
Ralf disse para elas não brigarem e não irem longe, e elas obedeceram.
Enquanto isso, Ralf abriu uma das caixas, e tirou um aspirador de pó, e começou a limpeza. Limpou toda a casa, deixou-a arrumada para qualquer tipo de visita, e subiu para os quartos, para limpa-los também. Começou pelo seu, no qual estava menos bagunçado, arrumou sua cama de casal, e limpou o pó que havia no criado-mudo onde ele colocava seus livros. Quando terminou, passou a limpar o quarto de Emy. havia muitos brinquedos espalhados pelo chão, e foi recolhendo-os e colocando-os no canto, dentro de outra caixa vazia.
Foi passando o aspirador de pó até chegar perto da cama, olhou o papel e os lápis de cera no mesmo local, então os pegou, e repentinamente, ouviu um grito de uma das meninas. Então, tratou de ir correndo ver o acontecido. não se importou com o desenho e o deixou esticado sobre a cama da menina.
Sophie havia caído, ralado os joelhos, mas estava praticamente bem, Ralf a pegou nos braços e a levou para dentro da casa, ligou para a mãe, e falou do acontecido. Ela logo chegou, preocupada com a sua filha, e perguntou o que havia acontecido. Emy disse que elas estavam brincando e elas ouviram um barulho estranho e começaram a correr para a casa com medo, foi então quando Sophie caiu, e papai já a pegou. Rachael reparou o curativo nos joelhos da menina, e disse apenas que acidentes acontecem. Ralf a ofereceu uma xícara de café, e ela aceitou, sentando-se sobre a cadeira com sua filha no colo. Todos nós conversamos por alguns minutos, e no olhar do relógio, Rachael viu que estava tarde, e decidiu partir. Ralf a levou até a porta do carro, e a cumprimentou com um beijo carinhoso, seguido do pedido de desculpas. Entrou para casa, levando Emy, e quando a pôs para deitar, viu melhor o desenho que ela havia feito.
Um desenho feito a mão, com o cabelo vermelho de sua mãe, como ela havia contado no sonho. Ele perguntou quem a havia desenhado, naquele papel amassado, e Emy disse apenas que não havia sido ela, e sim Daniel. Ralf então pegou o desenho, e levou ate a lareira da casa para queimá-lo. Enquanto via aquela recordação pegando fogo, encheu o copo com whisky e começou a beber loucamente, buscando esquecê-la. Não demorou muito para ver que Emy estava mentindo, mas simplesmente encarou como carência da mãe da parte da Emy. Se deitou no sofá, puxou um velho agasalho que serviu de cobertor, e adormeceu logo ali.
Quando o sol bateu nos seus olhos, ele acordou assustado não lembrando de nada, e viu o desenho da filha intacto sobre seu peito, olhou para o lado e se assustou, Emy estava ali com uma xícara quente de café, que com o susto, acabou derrubando-a da mão da filha. Ela então se afastou dizendo: - Cuidado! Poderia ter me queimado. O pai então disse perdão à ela, e se sentou encostando as costas no apoio do sofá, se perguntando como o desenho ainda estava ali, intacto. Emy, seguiu para a cozinha e pegou mais uma outra xícara de café, levou até o pai, caminhou até a cozinha novamente, pegou a vassoura e varreu a xícara quebrada no chão, jogou-a no lixo, e se sentou do lado de seu pai.
Ralf perguntou novamente se havia sido ela quem havia feito aquilo, e ela disse novamente que havia sido Daniel. A imagem de Rosie estava ali, como se fosse uma fotografia realmente, e desta vez, Ralf decidiu guardá-la num local seguro. Emy chegou perto de seus ouvidos e disse:
- A Sophie estava me contando que o papai dela também morreu papai, quem sabe vocês não podem se casar.
Ralf com uma cara de desconfiado perguntou:
- Então por que ela disse que o marido dela estava esperando-a?
- Sophie me disse que Rachael gostou tanto de você que ficou com vergonha e disse tudo aquilo.
Ralf soltou um sorriso sutil, e foi até a cozinha preparar o almoço novamente, e deixou Emy assistindo aquela televisão antiga. Ralf ficou pensando, pensando se poderia dar certo, mas deixou de pensar e se pôs a fazer o sustento da filha.
# Pecado é deixar de viver.
Promessas não cumpridas,
frases mal-feitas.
Um grito de socorro, um pedido de ajuda.
Seu nome vem em minha mente, e de repente,
me vejo caído, num mar de desgraça.
Não consigo superar a imagem cíclica,
passando atrás dos meus olhos.
Teu corpo que nega o toque,
o meu que só pede as tuas unhas tão afiadas.
Chego a fingir que estou bem,
mas pode alguém ver?
Enquanto banho meu rosto,
vejo a cair as camadas.
Descasquei novamente,
quem sabe a outra pele escondida por trás da amargura,
não sabia que a dor era infinita,
e remédio algum poderá curar.
Só restou uma dúvida,
eu fui feliz?
frases mal-feitas.
Um grito de socorro, um pedido de ajuda.
Seu nome vem em minha mente, e de repente,
me vejo caído, num mar de desgraça.
Não consigo superar a imagem cíclica,
passando atrás dos meus olhos.
Teu corpo que nega o toque,
o meu que só pede as tuas unhas tão afiadas.
Chego a fingir que estou bem,
mas pode alguém ver?
Enquanto banho meu rosto,
vejo a cair as camadas.
Descasquei novamente,
quem sabe a outra pele escondida por trás da amargura,
não sabia que a dor era infinita,
e remédio algum poderá curar.
Só restou uma dúvida,
eu fui feliz?
# Ache a natureza dentro de você.
Odeio-me quando não sei agir sobre meus conceitos da raiva,
por isso, ela sempre toma conta de mim.
Posso até não expressar com a minha voz,
mas tenha certeza que se uma bomba fosse,
já teria explodido por dentro.
Odeio a falta de não ter o que fazer.
Odeio ser obrigado a fazer!
E por falta de criatividade,
me atiro contra o tempo, para explorar novos mundos,
novas músicas.
Embora odeie tantas coisas, consigo ouvir o canto dos pássaros,
todos os dias pela manhã,
e ver a água dentro de meu copo sem tornar uma tempestade.
É bonito tocar o chão com os lábios,
sempre que estiver livre. Quando se pode se ouvir.
Deixar a chuva te ensopar,
ou caminhar sobre as nuvens,
A natureza é tão bela. Tão insignificante às vezes,
mas está sempre lá, não pode ser modificada.
Essa é a minha natureza, estúpida, insignificante sim,
mas nunca escondeu o que eu sou por dentro.
por isso, ela sempre toma conta de mim.
Posso até não expressar com a minha voz,
mas tenha certeza que se uma bomba fosse,
já teria explodido por dentro.
Odeio a falta de não ter o que fazer.
Odeio ser obrigado a fazer!
E por falta de criatividade,
me atiro contra o tempo, para explorar novos mundos,
novas músicas.
Embora odeie tantas coisas, consigo ouvir o canto dos pássaros,
todos os dias pela manhã,
e ver a água dentro de meu copo sem tornar uma tempestade.
É bonito tocar o chão com os lábios,
sempre que estiver livre. Quando se pode se ouvir.
Deixar a chuva te ensopar,
ou caminhar sobre as nuvens,
A natureza é tão bela. Tão insignificante às vezes,
mas está sempre lá, não pode ser modificada.
Essa é a minha natureza, estúpida, insignificante sim,
mas nunca escondeu o que eu sou por dentro.
# Porque?
Me impressiono com a quantidade
de engano que tenho dentro de mim.
Ele às vezes escapa, e acerta outras pessoas.
E se fosse possível descrever, seria o enfermo eterno.
Mesmo com a capa de chuva,
que impede as suas lágrimas de me tocarem,
não sou capaz de dividir a mesma emoção contigo.
A pedra de mármore quente como sempre me aguarda,
e disso já não restou dúvidas.
Não adianta caminhar sob um céu fictício,
quando somos mais fictícios do que ele.
Não resta escolha a não ser,
acabar com a dor.
É como ser auto-destrutivo,
e a bomba já estiver em contagem regressiva.
Para arrancar o músculo alheio do peito, acentuado à esquerda.
Esqueça. Esqueça! Te garanto o melhor.
Não é mais uma sugestão.
Há morte durante a vida,
mas há vida durante a morte?
O suor dos vidros não significa mais nada,
muito menos o calor que existia em nós.
Aprender a viver deve exigir uma boa faculdade mental de nós,
não sei até hoje o que é viver.
A quanto a rosa mórbida,
ela já não existe mais.
Ela sempre esteve ali, só você não quis ver,
através da janela era possível,
mas repito. Só você não viu.
Se hoje a desgraça que há em mim me consumir,
virarei mais além do que um desastre,
a empatia que desejas, ou simplesmente o ser mais insignificante.
Mas cada um tem seu próprio julgamento. Eu te julgo também.
E o meu sempre é o juízo final,
não vejo porque voltar atrás.
de engano que tenho dentro de mim.
Ele às vezes escapa, e acerta outras pessoas.
E se fosse possível descrever, seria o enfermo eterno.
Mesmo com a capa de chuva,
que impede as suas lágrimas de me tocarem,
não sou capaz de dividir a mesma emoção contigo.
A pedra de mármore quente como sempre me aguarda,
e disso já não restou dúvidas.
Não adianta caminhar sob um céu fictício,
quando somos mais fictícios do que ele.
Não resta escolha a não ser,
acabar com a dor.
É como ser auto-destrutivo,
e a bomba já estiver em contagem regressiva.
Para arrancar o músculo alheio do peito, acentuado à esquerda.
Esqueça. Esqueça! Te garanto o melhor.
Não é mais uma sugestão.
Há morte durante a vida,
mas há vida durante a morte?
O suor dos vidros não significa mais nada,
muito menos o calor que existia em nós.
Aprender a viver deve exigir uma boa faculdade mental de nós,
não sei até hoje o que é viver.
A quanto a rosa mórbida,
ela já não existe mais.
Ela sempre esteve ali, só você não quis ver,
através da janela era possível,
mas repito. Só você não viu.
Se hoje a desgraça que há em mim me consumir,
virarei mais além do que um desastre,
a empatia que desejas, ou simplesmente o ser mais insignificante.
Mas cada um tem seu próprio julgamento. Eu te julgo também.
E o meu sempre é o juízo final,
não vejo porque voltar atrás.
# Redenção.
O mundo em água,
calotas polares se destruindo,
nossos filhos verão o fim, de água doce
mas mortífera.
Dinheiro algum resistirá,
ninguem mais passará fome.
A água simplesmente não vai acabar,
vai estar sempre se transformando nesse enfizêma.
Morfina alguma acalmará a dor
- adoro sentí-la -,
vamos se enterrar sozinhos,
não há ninguem para nos salvar, e decisões são para serem tomadas,
por isso, uma pílula de ferro, sempre desce pela minha traquéia.
Ajoelho-se para implorar por todos os santos,
mas parecem que eles se cansaram de nós.
Cansei de esperar por uma salvação,
de acreditar em uma ideologia,
ultimamente nem mesmo meu espelho me mostra alguma.
Mas quando achamos que está tudo perdido,
uma lágrima a mais escorre em nossos olhos,
e só percebemos ela quando ela chega em nossos dedos.
Mesmo quando pensamos estar bem, quando tudo ocorre bem,
lagrimejamos no escuro, e sua textura é tão fina que não conseguimos sentir.
O vento solitário sopra e arrasta nossa gravata para cima do ombro,
e quando a colocamos de volta, olhamos para o lado,
vemos a mulher com seu crucifixo entre os seios; desrespeito.
Tendo como mensagem subliminar a vida,
ocultando os sonhos, que queriamos sonhar a muito tempo,
bom, não podendo fazer absolutamente nada,
o nada é demais para mim.
calotas polares se destruindo,
nossos filhos verão o fim, de água doce
mas mortífera.
Dinheiro algum resistirá,
ninguem mais passará fome.
A água simplesmente não vai acabar,
vai estar sempre se transformando nesse enfizêma.
Morfina alguma acalmará a dor
- adoro sentí-la -,
vamos se enterrar sozinhos,
não há ninguem para nos salvar, e decisões são para serem tomadas,
por isso, uma pílula de ferro, sempre desce pela minha traquéia.
Ajoelho-se para implorar por todos os santos,
mas parecem que eles se cansaram de nós.
Cansei de esperar por uma salvação,
de acreditar em uma ideologia,
ultimamente nem mesmo meu espelho me mostra alguma.
Mas quando achamos que está tudo perdido,
uma lágrima a mais escorre em nossos olhos,
e só percebemos ela quando ela chega em nossos dedos.
Mesmo quando pensamos estar bem, quando tudo ocorre bem,
lagrimejamos no escuro, e sua textura é tão fina que não conseguimos sentir.
O vento solitário sopra e arrasta nossa gravata para cima do ombro,
e quando a colocamos de volta, olhamos para o lado,
vemos a mulher com seu crucifixo entre os seios; desrespeito.
Tendo como mensagem subliminar a vida,
ocultando os sonhos, que queriamos sonhar a muito tempo,
bom, não podendo fazer absolutamente nada,
o nada é demais para mim.
# Razão
Não sei quem deveria ser,
mas tenho medo de descobrir.
Não sei o que deveria fazer,
mas tenho medo de tentar.
O horizonte para mim não é o mesmo,
muito menos as unhas fartas de tamanho,
que me arranhavam sutilmente.
Se não me lembro de você,
deve ser porque aprendi a gostar mais de mim.
Pois se não soubesse, nunca teria expulsado você do meu coração.
Embora tenha sido mazoquista até esse momento,
eu não existiria se não fosse por você.
Não foi fácil ser egoista o suficiente,
para acreditar no poder das coisas mais difíceis,
porque se não aprendesse,
nunca saberia o que não é ter "pequenas coisas"
fora de mim.
mas tenho medo de descobrir.
Não sei o que deveria fazer,
mas tenho medo de tentar.
O horizonte para mim não é o mesmo,
muito menos as unhas fartas de tamanho,
que me arranhavam sutilmente.
Se não me lembro de você,
deve ser porque aprendi a gostar mais de mim.
Pois se não soubesse, nunca teria expulsado você do meu coração.
Embora tenha sido mazoquista até esse momento,
eu não existiria se não fosse por você.
Não foi fácil ser egoista o suficiente,
para acreditar no poder das coisas mais difíceis,
porque se não aprendesse,
nunca saberia o que não é ter "pequenas coisas"
fora de mim.
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