Um minuto
de silêncio
Eu providencio
à mim mesmo.
Talvez esse
um minuto
seja quem sabe
um mero duto
de ventilação
oculto
em minha mente.
Se és
remédio
procuro em ti
a minha cura
Hipocondria
que se torna obscura.
Minha perfeita
criação
é adoração,
Se hipocondríaco sou
doenças eu tentei curar
até chegar onde estou.
Meu duto
é extenso
um grande viaduto
e sem ele
sou planta sem adubo
sou luto
Sou palavras
sem sentido
e por mais que eu
tivesse te sentido
seria apenas
mais um carro repetido.
Já com seus olhos
minha doença se vai
caminha rua a fora
ela vai embora.
Não está na hora?
Seu café está na mesa,
E por ora
vou orar,
mesmo que a alegria
esteja acesa,
não tomo o remédio
que me cura
se minha criatura
quer que eu desapareça.
Eu sou um carro
no catarro
do escarro
Sou o duto
do silêncio
o fruto
de anos
sem colheita.
Sou antídoto
que não cura,
sou você
que não és segura.
Sou eu mesmo
que me criei
sem a sua ajuda.
# Somente Amar.
Sua mão
Tem leve textura;
És tão pura.
Ela me segura,
É segura.
Então,
Sua figura
É a mais linda
Criatura.
Você é
Meu novo embrião
Sem você
Não consigo viver
E se sobrevivesse
Tudo seria em vão.
Estar com você
É desacreditar em Platão
É tocar seu rosto
É ser o seu encosto
É te ter, pois então
Você
É a razão
Da minha emoção
É o fugir
Sem mera movimentação.
É o meu alto astral
É o fuso horário
É o sol, o luau
Amar você
É renovação
É a ação
É o novo amar
Sem qualquer
Explicação.
Tem leve textura;
És tão pura.
Ela me segura,
É segura.
Então,
Sua figura
É a mais linda
Criatura.
Você é
Meu novo embrião
Sem você
Não consigo viver
E se sobrevivesse
Tudo seria em vão.
Estar com você
É desacreditar em Platão
É tocar seu rosto
É ser o seu encosto
É te ter, pois então
Você
É a razão
Da minha emoção
É o fugir
Sem mera movimentação.
É o meu alto astral
É o fuso horário
É o sol, o luau
Amar você
É renovação
É a ação
É o novo amar
Sem qualquer
Explicação.
# Mundo Clichê.
Tenho escutado
Sua voz
Soando algo
Sobre nós.
Tornando-me
Meu próprio algoz.
– Venha!
Vamos ficar a sós...
Aproveitemos
Para brindar
Enquanto a lenha
Está a queimar.
Nosso amor
Só irá aumentar.
– Venha!
E me tenha.
Faça-me novo
Pois meu mundo
É você,
E se ele, és tu
Todo o resto
É clichê.
Nada me desvinculará
Pois não tenho
Para onde correr,
Como dizem,
Que não adianta se esconder,
Porque em seus braços,
Sempre me encontrará.
– Venha!
Pois a lenha
Está em seu olhar,
Não precisa se intimidar.
Caminharemos lado a lado
E desculpe-me
Por esse meu
Jeito calado,
Posso até estar errado,
Mas é você,
Invadindo minha cabeça
Impedindo
Que eu te esqueça.
– Venha!
Aqueça
E retenha,
O que há de melhor.
Faça-me puro suor.
Sem você
Sou apenas
Uma doce resenha.
Sem você
Estou cada vez pior.
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