# Aponte-se.

O dedo
Aponta
O medo
Do sorriso
De ponta
a ponta
Que acaba
Ainda
Por cedo.

Do erro
A quem
com ferro
Fere
Com ferro
Será ferido
Sofrimento nu;
Despido.

Dispensar
a pedra
no telhado
O vidro
molhado
Desejo carnal.

A àrvore
Era verde
a pedra hoje
Fotossintese artificial

# Trégua.

Ao som
Deste
Bolero
Eu quero
Dizer
O quanto
Espero
Ter você
Aqui.
Bailando
No colapso
Entre nuvens
E ventos
Somos
Jovens
E existe
A trégua
Medida
A régua
Mas
Sempre
Duas vezes.

# Lobos

Quando
De ti falo
Me abalo
No afago
De minha traqueia
Rapidamente
Como toda
Hábil alcateia.
Entretanto
Na minha
Faminta boleia
Vivo assim
Individual
Somente com
Meus lobos.
Sei o que é sentir a dor persuadindo sobre minhas pálpebras.