Embora todos os indícios mostravam a loucura por Dianna, a cada noite, Erick pensava com um pouco menos de tesão em sua vida carnal. As coisas que ele via em seu paraíso unicelular eram muito mais intrigantes, misteriosas e emocionantes, gostosas de se decifrar, ainda mais por estar junto a Dianna.
Certa manhã, recebeu mais uma visita. a que viria a ser a ultima de Mariah. - Hoje as coisas serão diferentes - indagava Mariah. Em um de seus braços estava John, o filho mais novo, com um brinquedo em uma das mãos. Era um boneco de madeira sem vida. Quando viram o estado de Erick, em repouso, mas sem nenhum equipamento que perturbasse a visão do filho mais novo, Mariah se sentou com seu filho no colo e se pôs a contar uma historia.
"Certo dia, conheci um homem maravilhoso no meu trabalho, ele era espetacular. Eu o via de longe, seus olhos sedavam a minha voz e me mantivera em silencio. Embora ele não precisasse falar nada, era de se esperar que ele era sozinho. Seu jeito calmo sempre me transmitira paz, e sempre apreciei a inércia do nada. Muitas das vezes eu estive pensando o que poderia dar errado entre nós, podíamos ser tão felizes juntos. Mas outro eu afirmara que isso não passara de uma loucura, a medida que eu aumentasse a relevância dos meus pensamentos em Erick, mas eu mostrara a mim mesma que eu queria ele a mim. E mesmo não o tendo ainda, tentei me aproximar mais e mais, eu tinha medo de perde-lo sem ter-te.
E não dava pra imaginar como seria o meu mundo novo sem ele. Não conseguira imaginar sem ele, sem ele, bom, sem nada."
As lagrimas escorriam ciclicamente do rosto de Mariah, John abraçou forte a mãe, começou a chorar também, fechou os olhos e fez uma pequena prece a Erick, e prometeu de presente o boneco sem vida a ele caso acordasse.
" Querido Erick, eu estou aqui... - Erick na vida paralela sentiu um vento mais forte, uma palpitação foi sentida em sua mão - ... queria que você me escutasse, pois mamãe não para de pensar em você. Ela diz que a culpa é toda dela por não te amar o suficiente, que se ela fosse auto suficiente você amaria mais ela do que qualquer coisa no mundo - Os olhos de Erick foram ficando pesados, ele não sabia o que estava por vir - bom, eu espero que você esteja bem onde o senhor está, eu vou te deixar esse boneco, mas só será seu se o senhor acordar. Quanto mais rápido acordar, mais rápido ele será seu.
O boneco estava ali, representado por Erick desencarnado...
# Luta Livre (Pt. 11)
Erick se deitou e mais uma vez junto a Dianna, seu amor. Ele queria ser forte e combater todo mal em sua família. Se deitou, com a ausência de corpo, e presença de espírito.
Ele fechou os olhos, tudo ficou escuro. Por alguns instantes ele ficou assim, até que ele ouviu a voz de Dianna o chamando para passear. Um campo verde, árvores, pássaros e muita luz. Ela corria alegre, se afastava e vinha novamente em sua direção.
- Venha! Quero lhe mostrar uma coisa AMOR!
Erick sorriu, foi revolucionário vê-la novamente, ele se sentira mais forte daquele lado.
- Me espere! - Ele indagava.
Era uma corredeira, onde os peixes viviam em paz com o homem, onde todos respeitavam a natureza, uma paisagem natural, colorida.
Uma oportunidade de recomeço, Erick era a pessoa mais feliz do mundo. Quando ele se deitara na grama, olhava o céu, o vento forte em seu cabelo, ele sentia os raios do sol em seu olhar, ele sentia a presença do bem maior unipresente quando estava com Dianna. Ela o beija, ele sente-se beijado pelo anjo mais belo, em forma de uma explosão de risos, sorrisos, suspiros...
- Vamos amor, quero te mostrar uma coisa! Dianna dizia ansiosa.
Tudo era tão belo, harmonioso. Os veados passeavam pelo campo, corriam, comiam a grama. Erick deu à vida o que a vida lhe deu, o troco era a infelicidade de pessoas ao seu redor no outro plano espiritual. Ele sorria com Dianna desencarnada, ele ria da simplicidade, da falta do que fazer. Não se sentia preso dentro de seu corpo, ninguém se importara se andasse nu, ninguém se importara se gritasse o mais alto que pudesse, ele estaria pelado e gritando para seu novo mundo. Seu mundo era Dianna.
Seu álibi só foi quebrado quando sentiu fortes dores no ouvido, era um monitor cardíaco, ele observara o seu polegar fechando os olhos e sorrindo. Seu sorriso era controverso, ele estava vivo, preso dentro da vida e morte, e de vez em quando via vultos passando diante da paisagem. Era um paraíso particular, a Terra prometida.
Era fácil diagnosticar o problema desta vez, infelizmente Erick havia entrado em coma profundo, e todo mundo lhe davam boas vibrações. Mariah estava pensativa, mesmo estando todos os dias no hospital, preferiu não se relacionar com Erick, já que ela se achara o problema de tudo. Se sua mente se entrega ao amor de Dianna no plano desencarnado, porque insistira em amar Erick encarnado em uma vida preto e branca?
Ele fechou os olhos, tudo ficou escuro. Por alguns instantes ele ficou assim, até que ele ouviu a voz de Dianna o chamando para passear. Um campo verde, árvores, pássaros e muita luz. Ela corria alegre, se afastava e vinha novamente em sua direção.
- Venha! Quero lhe mostrar uma coisa AMOR!
Erick sorriu, foi revolucionário vê-la novamente, ele se sentira mais forte daquele lado.
- Me espere! - Ele indagava.
Era uma corredeira, onde os peixes viviam em paz com o homem, onde todos respeitavam a natureza, uma paisagem natural, colorida.
Uma oportunidade de recomeço, Erick era a pessoa mais feliz do mundo. Quando ele se deitara na grama, olhava o céu, o vento forte em seu cabelo, ele sentia os raios do sol em seu olhar, ele sentia a presença do bem maior unipresente quando estava com Dianna. Ela o beija, ele sente-se beijado pelo anjo mais belo, em forma de uma explosão de risos, sorrisos, suspiros...
- Vamos amor, quero te mostrar uma coisa! Dianna dizia ansiosa.
Tudo era tão belo, harmonioso. Os veados passeavam pelo campo, corriam, comiam a grama. Erick deu à vida o que a vida lhe deu, o troco era a infelicidade de pessoas ao seu redor no outro plano espiritual. Ele sorria com Dianna desencarnada, ele ria da simplicidade, da falta do que fazer. Não se sentia preso dentro de seu corpo, ninguém se importara se andasse nu, ninguém se importara se gritasse o mais alto que pudesse, ele estaria pelado e gritando para seu novo mundo. Seu mundo era Dianna.
Seu álibi só foi quebrado quando sentiu fortes dores no ouvido, era um monitor cardíaco, ele observara o seu polegar fechando os olhos e sorrindo. Seu sorriso era controverso, ele estava vivo, preso dentro da vida e morte, e de vez em quando via vultos passando diante da paisagem. Era um paraíso particular, a Terra prometida.
Era fácil diagnosticar o problema desta vez, infelizmente Erick havia entrado em coma profundo, e todo mundo lhe davam boas vibrações. Mariah estava pensativa, mesmo estando todos os dias no hospital, preferiu não se relacionar com Erick, já que ela se achara o problema de tudo. Se sua mente se entrega ao amor de Dianna no plano desencarnado, porque insistira em amar Erick encarnado em uma vida preto e branca?
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