E a desculpa da minha morte será:
Asfixia! Maldita vida asmática que levo,
não sei se morrerei sozinho,
ou se alguem me ajudará a morrer.
Só sei que por onde trafego,
o meu caminho,
Vai muito além da morte severina.
São arranhões amendrontadores,
por toda a minha coluna servical.
Meus belos desvios...
Já não distraem ninguém.
E minha pele manchada,
por tintas negras e sem sentido,
do qual ninguém mais pode tirar,
servirá apenas como desenhos adorados.
Imagens transgredidas pelo ódio,
que já tive, da minha doce visão de mim,
do qual mentia dizendo que estava bem.
Entretanto, o fato de minha pessoa existir,
resulta nas consultas no divã;
todas a toa.
Mas meu psicologo disse para continuar,
e que é melhor proceguir mentindo.
Pois quando a mentira perfeita existir
Acabará enganando minha própria
morte.
...