Caem, caem tão poucas,
infinitas e pacientes gotas.
Mas que trazem tantas histórias,
de um dorso provençal.
Pacientes esperançosos,
dentro de um hospital.
Goteje pouco a pouco,
em tão pouco que me deixa louco.
Devagar quase parando
Os sonhos
que vem menosprezando
estes quartos medonhos.
Fura-me as veias do corpo todo,
Devagar quase parando,
para não me machucar,
vem escorrendo outras, me ensopando.
Outras gotas com gosto do mar.
Gotas, gotas e mais gotas,
que servem para me curar,
de doenças tantas
que ameaçam me sacrificar.
Devagar quase parando,
gotas que vem a me salvar.
...
