# Morfina



















Tenho estado só,
na breve brisa da solidão.
Tudo que toco vira pó,
até o tempo perdido do alcorão.

Hipóteses escritas,
num livro empoeirado.
Alternativas quase lícitas,
escritas pelo passado.

Toda capacidade acresenta,
uma idéia visual,
mais uma face se apresenta
mas de um modo especial.

Para a dor quase extinta,
surge cada vez mais emoção.
E o tempo que passa, vira tinta
Cloridrato de morfina, abrange meu coração


...
Sei o que é sentir a dor persuadindo sobre minhas pálpebras.