# Fauno.

Acorda-te! Em mais um triste dia,
Ó fauno que se olha no espelho.
Vendo sua dor passar, pensa no que adia,
Suas rugas o deixando mais velho.
Na rotina, se esquece de quem és,
E de quem verdadeiramente já amou.
As lágrimas que molharam seus pés,
São as mesmas que nem morfina curou.
E nada vem a te entusiasmar,
Até que a alegria em segredo pede,
Para o próximo ritual,
Aquele que o diabo ao homem concede,
Para chegar ao conceito final.
E assim o fauno está salvo,
Com o que parece que é um coração!
Sei o que é sentir a dor persuadindo sobre minhas pálpebras.