Sentimento capcioso,
De tudo que és capaz.
Ó afago cauteloso,
tu sabes o bem que me faz?
Agradeça o patamar que elevas,
O ritmo ilusório da vida.
Obrigado. E que me ataque as trevas,
Do contrário conforto da formosa querida.
E no momento que não me queira,
A tua palavra corriqueira,
Me atinge dos pés a cabeça.
Implorando para que a dor não me esqueça,
Amaldiçoando um escritor que és mudo,
A ser para sempre seu escravo.
Nesta luta, a espada e o escudo,
Se torna as mãos que por ti lavo!