# Elefantes inesquecíveis.

Me recordo perfeitamente,
Do movimentar de suas mandíbulas,
e de como sua língua aparecia,
moderadamente
entre elas.
Sinto ela comigo,
Não deixo de pensar,
No bem que me faz. Contigo,
viveria bem, não há comparação.

Fechar... Os olhos verdes que fixam você,
Dormir com rancor de amanhã,
não achá-la em todos os corpos,
em todo lugar.
Me sinto assim. Meu refúgio é a melancolia,
ou a saudade como queira chamar.
Só queria que tudo voltasse,
a ser como era antes.
Sou o pó de giz. E ao pó voltarei,
Pois sou a memória dos elefantes.
Que quer gastar seus lábios.

Sem você, as apostas são em vão,
e mesmo assim, insistem em apostar.
- Sou o nada, somente prêmio de consolação.
Irrelevantemente irrelevante.
Sem você, sem chão.
As maiores forças ficando fracas
até morrer o primeiro elefante.
Coisas ficando confusas
Palavras saindo sem som algum

Você me quer pra si?
não consigo te ouvir.
O sol começa a partir,
e a noite vem. Lua tão comum,
que me faz lembrar
da noite e dia,
dia e noite.
pé esquerdo, pé direito.
Julieta minha doce fantasia.
Que alimentar me faz.
de algum tempo atrás.

Só queria que tudo voltasse
como queria. Tudo deveria ser como antes.
Sou pó, e ao pó voltarei,
pois sou a memória dos elefantes
que estão ficando cansados
E que, um por um vão solucionar
o que eu senti por você?
Se nem os maiores sábios
E velhos elefantes me disserem,
meus dotados pensamentos
se resumirão em seus lábios.
Sei o que é sentir a dor persuadindo sobre minhas pálpebras.