Era típico de Erick ouvir vozes, ainda mais de Dianna. Mas dessa vez a voz estava falha demais, ele parecia confuso, ela parecia sem voz. No seu sonho, Erick começou a correr atrás de Dianna, ela parecia um feixe de luz, indo para uma porta. Erick só percebia em suas mãos, o sinal de "vem" de Dianna, mas as palavras eram mudas; incompreendíveis. Ele vagarosamente caminhava em direção a Dianna, porém pensava muito em Mariah, talvez não quisesse abandoná-la, e quando ele ultrapassou a porta, ele foi reanimado pelos médicos de um hospital próximo a casa de Mariah.
Todos estavam assustados, não sabiam o que estava acontecendo, Erick acabara de ter uma parada cardíaca, ficou alguns instantes desacordado. Mariah estava as lágrimas, as crianças estavam na escola já, não presenciaram a cena. Já estava amanhecendo, as aulas começavam bem cedo, as normas escolares eram rígidas para as crianças.
Enquanto isso, Erick estava deitado sobre uma cama, com um lençol e um avental de paciente, passando por alguns exames, ainda um pouco confuso e desnorteado com tudo o que estava acontecendo. Parecia que Dianna, uma linda jovem de cabelos ruivos o chamava para uma morte envolvendo-o em seus braços, ela queria mesmo que Erick ficasse com ela, a ideia lhe passou vagarosamente muito boa na sua cabeça. Contudo, ele se recusava a entender a distancia entre o céu e a terra, talvez ele precisava mesmo de um contato físico e menos espiritual. E naquela mesma noite, já de alta, continua a receber os cuidados de Mariah, ela realmente se mostrava muito cuidadosa e atenciosa, talvez ela amasse mesmo Erick, mas tivesse medo de não ser correspondida. E as horas foram passando, ela havia preparado uma sopa de legumes, e ciclicamente movimentava a colher para a sopa, assoprava a sopa, e dava na boca de Erick. Ele estava com um pouco molenga, os médicos disseram que podia ser normal, já que lhe fora extraído uma quantidade de sangue para exames e até que lhe fosse dado um diagnóstico, que comesse bastante proteínas para fortalecê-lo.
Erick então tenta se explicar:
- Eu... Estava... Bom... De alguma forma... - Sua boca estava seca, talvez a sopa estivesse com um pouco a mais de sal. - É que... Ela me chamava...
- Ela quem? Perguntou Mariah amedrontada.
- D-I-A-N-N-A
- Mas o que ela dizia? O que ela queria?
- Ela... Queria a mim.