# Luta Livre (Pt. 8)

- Mais nada, obrigado. Já tenho tudo que preciso bem aqui! - Exclamou Erick sorridente.
Após pagarem a conta, eles então se levantam da mesa, caminham até a saída do restaurante e despercebidos, seguram um na mão do outro. Ainda um pouco tímidos, olham dentro dos olhos, sorriem novamente dizendo:
- Eu tenho tanto para te dar. Só queria que você estivesse afim de receber todas as coisas que eu quero te oferecer.
- Venha até a minha casa, durma conosco. Vai ser legal Erick.
- Eu vou.
E depois dessa conversa, Erick e Mariah se dirigiram até algumas quadras dali, o hotel não era um dos melhores, o prédio tinha uma estrutura bem rústica, a escadaria e toda decoração interna lembrava a matriz da era antiga, a pintura, os corredores, os quadros. tudo esteticamente perfeito. Os papeis de parede simplesmente completavam todo aquele cenário. E logo no quarto 42 Mariah parou, remexeu em sua bolsa, segurou as chaves e as trouxe para fora da bolsa, e com um movimento único de sutileza as colocou na fechadura para que pudessem entrar.
Já dentro do apartamento, Mariah foi abraçada por um de seus filhos, o maior. Ele já estava cansado de ter cuidado do irmão mais novo, e por fim, abraçou sua mãe, cumprimentou Erick, e chamou sua mãe para que pudessem sussurrar:
- Mãe, estou muito cansado, preciso ir dormir. Seu amigo parece ser legal.
Mariah risonha, deu um beijo na testa do seu filho Pablo que foi dormir, deixando-os em paz.
- Pablo é um garoto muito educado, obediente, estioso. - Dizia Mariah.
- Me pareceu mesmo, muitas das crianças que eu conheço não iriam com a minha cara logo de início.
Ela pegou na mão de Erick, levou-o até o sofá de dois lugares, ligou a televisão bem baixinho e começou a conversar com ele. As horas iam passando, Erick e Mariah bocejavam de minuto a minuto, até que ela decide deitar sua cabeça no peito de Erick, ele, sem muito contato com mulheres a muito tempo, pensa, repensa, e chega a decisão que fazer um cafuné nela não seria tão ruim. A vida de Erick estava melhorando pouco a pouco, mas ainda havia uma coisa que o preocupava. Até quando aquilo iria durar? Até quando a magia que Mariah sentia por ele iria sobreviver? O que as pessoas no trabalho diriam a respeito disso quando descobrissem?
Mas as coisas estavam fluindo bem, ela adormeceu no seu peito, Erick então pega um casaco e a cobre para protegê-la. Fechou os olhos e também adormeceu.
No seu sonho, ele foi surpreendido por Dianna, a mulher da sua vida, que estava morta. Ela queria lhe dizer alguma coisa, mas Erick não conseguia escutar...
Sei o que é sentir a dor persuadindo sobre minhas pálpebras.