Sei que não houve nada de novo,
mesmo que tudo já esteja na hora de ser trocado
uma ordem que há na minha vida, impossível de ser alterada.
Impossível também de ser tocada,
é a minha pele, ardente e doentia.
Meus pés que não sabem mais caminhar,
minhas mãos que não sabem mais te tocar,
e um sorriso que não sabe mais para quem sorrir.
Não há surpresas, não há festas dentro de mim,
tenho perdido dois dias a menos todas as vezes que deixo de sorrir,
tenho perdido oxigênio sempre que respiro.
Do que adiantaria ter o que sempre quis,
se nunca vou ter?