# Medo do escuro (5ª Parte)

Uma peça com o formato de um cavalo, uma coisa muito trabalhosa estava pronta, sem ao menos Ralf saber como teria feito. Embora aquilo fosse muito bom, tudo pareceu uma grande suspeita, algo tão sobrenatural acontecer. Mas Ralf estava parcialmente aliviado, até que Emy fala que este havia sido um presente de Daniel. Ralf com medo, o aceitou com rancor de não saber exatamente quem Daniel era.
O tempo foi passando, Ralf ficava mais ansioso em saber quem era Daniel. Na sua cabeça, apenas uma coisa era formada, a imagem do seu filho ao nascer, crescendo ao seu lado, e toda a vida dele, como o único filho homem. Mas não, Daniel era muito mais do que aquilo, era uma criatura incontrolável que Ralf não sabia como pará-lo. Quando Emy diz que tudo vai passar, papai Ralf desconfia que Emy estava com complô com Daniel e acaba achando que quem criava Daniel era ela mesma, mesmo ele não existindo. Sendo assim, Emily Bakker, a autora de todos os mistérios causados em torno de Ralf. Então, a próxima da família que seria uma artista. Tudo parecia tão confuso, as paredes caiam em seu redor. O rapaz que não estava bem destilado para enxergar a verdade.
Cai a noite, e todos começam a se reunir na sala de estar para comemorar o aniversário de Sophie, que completara seus 7 anos. Era dia 08 de agosto de 1980, num tempo onde todos podiam seguir o que queriam, com suas próprias crenças. Onde as drogas começaram a surgir de forma invulnerável. Neste dia, Ralf por lembrar de que todos os aniversários de Emy Rosie estava presente, se pôs a beber sem parar. Rachael, não aceitando aquilo, decidiu então abandoná-lo. Sophie e Emily foram as que mais sofreram com a separação, separadas novamente por conta do destino, Emily órfã de mãe, e Sophie, órfã de pai. Ralf chegava tarde da noite em casa, e a maior parte do tempo, mesmo que Emy e Sophie estivessem separadas, elas se encontravam pra brincar e passar a tarde com Rachael. Era o mínimo que ela poderia fazer.
Em uma de suas alucinações, Ralf viu Daniel chegando cada vez mais perto dele, mas com a cabeça muito abaixada, deixando a mostra apenas seu cabelo, e a cada passo de Daniel, Ralf suava cada vez mais. Até que com um vulto, Daniel levanta devagar sua cabeça, e mostra a Ralf sua verdadeira face. Uma coisa que assustou muito Ralf.
Quando ele vê que ele era quem ele menos temia, ele levanta assustado, corre para o banheiro, para lavar o rosto. Pouco a pouco a alucinação foi sumindo, e Ralf decidi ligar para conversar com Rachael, mas Rachael estava com sono e preferiu não atender o telefone.
Ao amanhecer, Rachael com a vista bagunçada por causa do sono, se oferece já que as meninas estavam dormindo a ligar para Ralf. Na ligação, Ralf estava com uma voz bem cansada, quase não aguentara falar, depois que passou a noite em claro pensando no acontecimento, dizia:
- Rachael é você? Ralf era bem repetitivo.
- Sim sou eu querido. Eu te perdoou. Eu te amo Ralf.
- Tenho uma coisa para lhe contar, alguma coisa estranha está acontecendo com Emy.
- Que coisa estranha está acontecendo? Emy parece perfeita. Ela está dormindo agora.
- Ela está... Não está... Ela parece...
- Diga logo Ralf Bakker! Exclamou Rachael com um leve  toque de irritação.
- Acho que o espírito de Daniel está dentro de Emy, e por isso que apenas ela o vê.
Logo em seguida, Rachael diz não acreditar nas palavras de Ralf, então sem muita importância, desliga o aparelho e caminha até o quarto para ver como as garotas estavam e vê que Emy já estava de pé ao lado da cama de Sophie. Rachael tomou um susto com Emy pois ela estava esperando Sophie acordar para mostrar o machucado que fez durante a noite. Um arranhão no braço.
Quando Rachael vê seu braço ensagüentado, não pensa duas vezes antes de levá-la ao médico. Em seu diagnóstico, Emily Bakker é chamada junto a sua "mãe" (assim foi chamada Rachael pelo médico), e enquanto elas entravam pela porta a dentro, algo na cabeça de Rachael fez pensar que Ralf estava certo, havia uma marca no antebraço de Emy, mas Rachael não reconhecia a marca. O doutor falou que não era nada de grave, mas aproveitou para fazer um curativo. Embora o curativo fosse pequeno, o dr. Algust reconheceu que aquilo era uma marca de nascença, mas não de Emily, e sim de outra pessoa. Uma outra pessoa que ele sabia exatamente quem era, quando o socorreu do penhasco. Então, Algust pega em suas mãos um pedaço pequeno de papel, e escreve a seguinte mensagem.
                                               
                                                 Olá Ralf. Atenciosamente peço que leia.

Ralf, eu sei que você precisa mais do que eu saber a verdade, mas não sei onde estás agora. Por isso mandarei está mensagem através de sua amiga Rachael, mas preste bem atenção no que vou te contar. Quando o carro de Rosie caiu do penhasco, eu reparei que uma luz caiu sobre o rosto de sua ex-mulher, e logo em seguida seu coração parou de bater.
Acho que o curativo será pouco para esconder a marca, mas no braço de Emily Bakker há uma marca de nascença que, quando vimos o feto de Daniel, já estava formado no antebraço dele. Uma marca pequena, mas é exatamente a mesma que  ele guardava em baixo do seu pequeno macacão. Acho que há alguma relação com Daniel e Emy através desta marca.
Gostaria de falar pessoalmente com você, e marcar uma consulta própria para falarmos desse assunto. Anote e me ligue 775 - 1998.


Logo então, Rachael por estar preocupada com o assunto, quando chega em sua residência, vê o telefone e não pensa duas vezes antes de avisar Ralf sobre o machucado em Emy. E sobre o recado que o doutor Algust havia mandado. E dentro de alguns instantes, Ralf já chega para receber o recado.
Despreocupado com o machucado dizendo que não havia sido nada de grave, ele espera alguns minutos para conversar com Emy. À sós.
Rachael e Sophie ficam na cozinha, e como a casa delas era muito pequena, a maior parte da conversa era escutada sem intenção. Na conversa Ralf estava pedindo perdão pelo que fez, e não queria que fosse daquele modo. Que queria que ela entendesse pois já era uma moça, e que não era mais tão criança assim. Depois do perdão de sua filha, Ralf se levantou do chão e foi até a cozinha onde estavam as outras duas. Ele percebe que há um papel sobre a mesa da cozinha e que havia escrito que era para ele. Ele perguntara de quem era aquele pedaço de papel, e Rachael diz que era de Algust, o doutor que havia atendido Emily. Ele então o abre e tê a notícia. Deixa o papel cair ao chão da cozinha, possibilitando de Rachael poder ler, então ela também tem a notícia. Enfim acreditara em Ralf após aquela prova. Ele pega o telefone e retorna a ligação. Conversa alguns minutos, e então cai em si, falando que aquilo era não era coisa de Deus. A menina também com posse do papel, vê seu segredo revelado pelo médico. Ela começa a escutar algumas vozes, e vê que parecia Daniel, na sombra da cortina da cozinha. Esperando ela se libertar.



" O mais pequeno virá a ser mil, e mínimo uma nação forte; eu, o Senhor, apressarei isso a seu tempo " Isaías 60:21                                                            
Sei o que é sentir a dor persuadindo sobre minhas pálpebras.