O tempo foi passando, Ralf ficava mais ansioso em saber quem era Daniel. Na sua cabeça, apenas uma coisa era formada, a imagem do seu filho ao nascer, crescendo ao seu lado, e toda a vida dele, como o único filho homem. Mas não, Daniel era muito mais do que aquilo, era uma criatura incontrolável que Ralf não sabia como pará-lo. Quando Emy diz que tudo vai passar, papai Ralf desconfia que Emy estava com complô com Daniel e acaba achando que quem criava Daniel era ela mesma, mesmo ele não existindo. Sendo assim, Emily Bakker, a autora de todos os mistérios causados em torno de Ralf. Então, a próxima da família que seria uma artista. Tudo parecia tão confuso, as paredes caiam em seu redor. O rapaz que não estava bem destilado para enxergar a verdade.
Cai a noite, e todos começam a se reunir na sala de estar para comemorar o aniversário de Sophie, que completara seus 7 anos. Era dia 08 de agosto de 1980, num tempo onde todos podiam seguir o que queriam, com suas próprias crenças. Onde as drogas começaram a surgir de forma invulnerável. Neste dia, Ralf por lembrar de que todos os aniversários de Emy Rosie estava presente, se pôs a beber sem parar. Rachael, não aceitando aquilo, decidiu então abandoná-lo. Sophie e Emily foram as que mais sofreram com a separação, separadas novamente por conta do destino, Emily órfã de mãe, e Sophie, órfã de pai. Ralf chegava tarde da noite em casa, e a maior parte do tempo, mesmo que Emy e Sophie estivessem separadas, elas se encontravam pra brincar e passar a tarde com Rachael. Era o mínimo que ela poderia fazer.
Em uma de suas alucinações, Ralf viu Daniel chegando cada vez mais perto dele, mas com a cabeça muito abaixada, deixando a mostra apenas seu cabelo, e a cada passo de Daniel, Ralf suava cada vez mais. Até que com um vulto, Daniel levanta devagar sua cabeça, e mostra a Ralf sua verdadeira face. Uma coisa que assustou muito Ralf.
Quando ele vê que ele era quem ele menos temia, ele levanta assustado, corre para o banheiro, para lavar o rosto. Pouco a pouco a alucinação foi sumindo, e Ralf decidi ligar para conversar com Rachael, mas Rachael estava com sono e preferiu não atender o telefone.
Ao amanhecer, Rachael com a vista bagunçada por causa do sono, se oferece já que as meninas estavam dormindo a ligar para Ralf. Na ligação, Ralf estava com uma voz bem cansada, quase não aguentara falar, depois que passou a noite em claro pensando no acontecimento, dizia:
- Rachael é você? Ralf era bem repetitivo.
- Sim sou eu querido. Eu te perdoou. Eu te amo Ralf.
- Tenho uma coisa para lhe contar, alguma coisa estranha está acontecendo com Emy.
- Que coisa estranha está acontecendo? Emy parece perfeita. Ela está dormindo agora.
- Ela está... Não está... Ela parece...
- Diga logo Ralf Bakker! Exclamou Rachael com um leve toque de irritação.
- Acho que o espírito de Daniel está dentro de Emy, e por isso que apenas ela o vê.
Logo em seguida, Rachael diz não acreditar nas palavras de Ralf, então sem muita importância, desliga o aparelho e caminha até o quarto para ver como as garotas estavam e vê que Emy já estava de pé ao lado da cama de Sophie. Rachael tomou um susto com Emy pois ela estava esperando Sophie acordar para mostrar o machucado que fez durante a noite. Um arranhão no braço.
Quando Rachael vê seu braço ensagüentado, não pensa duas vezes antes de levá-la ao médico. Em seu diagnóstico, Emily Bakker é chamada junto a sua "mãe" (assim foi chamada Rachael pelo médico), e enquanto elas entravam pela porta a dentro, algo na cabeça de Rachael fez pensar que Ralf estava certo, havia uma marca no antebraço de Emy, mas Rachael não reconhecia a marca. O doutor falou que não era nada de grave, mas aproveitou para fazer um curativo. Embora o curativo fosse pequeno, o dr. Algust reconheceu que aquilo era uma marca de nascença, mas não de Emily, e sim de outra pessoa. Uma outra pessoa que ele sabia exatamente quem era, quando o socorreu do penhasco. Então, Algust pega em suas mãos um pedaço pequeno de papel, e escreve a seguinte mensagem.
Olá Ralf. Atenciosamente peço que leia.
Ralf, eu sei que você precisa mais do que eu saber a verdade, mas não sei onde estás agora. Por isso mandarei está mensagem através de sua amiga Rachael, mas preste bem atenção no que vou te contar. Quando o carro de Rosie caiu do penhasco, eu reparei que uma luz caiu sobre o rosto de sua ex-mulher, e logo em seguida seu coração parou de bater.
Acho que o curativo será pouco para esconder a marca, mas no braço de Emily Bakker há uma marca de nascença que, quando vimos o feto de Daniel, já estava formado no antebraço dele. Uma marca pequena, mas é exatamente a mesma que ele guardava em baixo do seu pequeno macacão. Acho que há alguma relação com Daniel e Emy através desta marca.
Gostaria de falar pessoalmente com você, e marcar uma consulta própria para falarmos desse assunto. Anote e me ligue 775 - 1998.
Logo então, Rachael por estar preocupada com o assunto, quando chega em sua residência, vê o telefone e não pensa duas vezes antes de avisar Ralf sobre o machucado em Emy. E sobre o recado que o doutor Algust havia mandado. E dentro de alguns instantes, Ralf já chega para receber o recado.
Despreocupado com o machucado dizendo que não havia sido nada de grave, ele espera alguns minutos para conversar com Emy. À sós.
Rachael e Sophie ficam na cozinha, e como a casa delas era muito pequena, a maior parte da conversa era escutada sem intenção. Na conversa Ralf estava pedindo perdão pelo que fez, e não queria que fosse daquele modo. Que queria que ela entendesse pois já era uma moça, e que não era mais tão criança assim. Depois do perdão de sua filha, Ralf se levantou do chão e foi até a cozinha onde estavam as outras duas. Ele percebe que há um papel sobre a mesa da cozinha e que havia escrito que era para ele. Ele perguntara de quem era aquele pedaço de papel, e Rachael diz que era de Algust, o doutor que havia atendido Emily. Ele então o abre e tê a notícia. Deixa o papel cair ao chão da cozinha, possibilitando de Rachael poder ler, então ela também tem a notícia. Enfim acreditara em Ralf após aquela prova. Ele pega o telefone e retorna a ligação. Conversa alguns minutos, e então cai em si, falando que aquilo era não era coisa de Deus. A menina também com posse do papel, vê seu segredo revelado pelo médico. Ela começa a escutar algumas vozes, e vê que parecia Daniel, na sombra da cortina da cozinha. Esperando ela se libertar.
" O mais pequeno virá a ser mil, e mínimo uma nação forte; eu, o Senhor, apressarei isso a seu tempo " Isaías 60:21