# Luta Livre (Pt.5)

Erick no meio do seu sonho, pensou consigo mesmo:
- Porque devo-me fantasiar e escravizar-me se não terei mais Dianna, se hoje ela é apenas um vulto dentro de minha cabeça?
E assim Erick projetou em seu sonho a imagem de tempos atrás, de como eram as coisas para ele e Dianna. Contudo o tempo foi passando, e as lembranças foram tomando um novo tom, criando formas e curvas e Erick começou a se colocar ao lado de outra mulher, talvez de Mariah, mas não, Erick se debatia no seu sonho pois estava cedo demais, sua perda, a maior de todas elas ainda estava viva dentro de sua consciência. Erick não queria esquecer Dianna, mas também não queria esquecer que Mariah poderia ser seu novo grande amor.
Ao amanhecer, Erick ainda só no escritório levanta até a maquina de cafés e percebe que ela estava com problemas, caminha até o banheiro e lava o rosto com água fria. Quando volta, decide descer a escadaria e tomar um café em uma das padarias dos arredores. Encontra Mariah conversando com uma outra amiga, e ao se aproximar despercebido Erick escuta um pouco da conversa:
- ... Ah ele é tão calmo e tão bonito (risos) - Erick já não sabia do que se tratava então se pôs a cumprimentá-las - Oi! - Meio timidamente.
As duas então ficam assustadas e o assunto perde o fio da meada, talvez estivessem falando de Erick e quisessem manter segredo. Porém Erick era esperto, tantas horas trancadas dentro da daquele solitário escritório o fizeram ter uma boa percepção das pessoas ao seu redor, mas ele também se manteve em silêncio, uma parcela dele queria pensar que estivessem mesmo falando dela, outra não, já que se conheceram a apenas uma noite.
- Oi Mariah, tudo bem com você? - estava recíproco.
- Ahh! Oi Erick, você nos assustou, estávamos falando da novela... - Aquela coisa permaneceu no ar até que... - Estou bem, essa é Julie, uma amiga de infância.
- Muito prazer em conhecê-la Julie, sou Erick, Mariah já deve ter dito de mim a você.
Tudo foi quebrado por longas gargalhadas e pelo incomodo barulho da cadeira sendo puxada por Erick para se sentar.
Com o decorrer da conversa, é chegada a hora de ir trabalhar, o dia exigia menos de Erick e Mariah, talvez por seus patrões ainda estarem curtindo o feriado (que naquele tempo, só aqueles que possuíssem o maior cargo poderiam ter), e Erick começou a pensar na possibilidade de se aproximar um pouco mais de Mariah. Tratou de cuidar de todos os casos - já que eram poucos -, arrumou suas coisas, deixou tudo organizado exatamente como estava a sua vida e levantou indo em direção a cabine do escritório de Mariah. Ela estava distraída, com um óculos de descanso, cabelos soltos, também quase se aprontando para ir embora. Ele então apoia uma das mãos na entrada da cabine e diz:
- Você quer jantar comigo?
Mariah distraída ainda, não dá muitas atenções a Erick, e a pergunta acaba ficando no ar...
Erick levanta a cabeça novamente, pensa um pouco alto:
- Porque achei que tivesse chances? Sou um idiota...
A voz de Erick chegou aos ouvidos de Mariah como um sussurro, e ela respondeu:
- Eii! Me perdoe, não havia visto você aí, você queria me dizer algo?...
Sei o que é sentir a dor persuadindo sobre minhas pálpebras.