Me impressiono com a quantidade
de engano que tenho dentro de mim.
Ele às vezes escapa, e acerta outras pessoas.
E se fosse possível descrever, seria o enfermo eterno.
Mesmo com a capa de chuva,
que impede as suas lágrimas de me tocarem,
não sou capaz de dividir a mesma emoção contigo.
A pedra de mármore quente como sempre me aguarda,
e disso já não restou dúvidas.
Não adianta caminhar sob um céu fictício,
quando somos mais fictícios do que ele.
Não resta escolha a não ser,
acabar com a dor.
É como ser auto-destrutivo,
e a bomba já estiver em contagem regressiva.
Para arrancar o músculo alheio do peito, acentuado à esquerda.
Esqueça. Esqueça! Te garanto o melhor.
Não é mais uma sugestão.
Há morte durante a vida,
mas há vida durante a morte?
O suor dos vidros não significa mais nada,
muito menos o calor que existia em nós.
Aprender a viver deve exigir uma boa faculdade mental de nós,
não sei até hoje o que é viver.
A quanto a rosa mórbida,
ela já não existe mais.
Ela sempre esteve ali, só você não quis ver,
através da janela era possível,
mas repito. Só você não viu.
Se hoje a desgraça que há em mim me consumir,
virarei mais além do que um desastre,
a empatia que desejas, ou simplesmente o ser mais insignificante.
Mas cada um tem seu próprio julgamento. Eu te julgo também.
E o meu sempre é o juízo final,
não vejo porque voltar atrás.