Sou como o filho faminto por leite,
que aos berros chama sua mãe,
na esperança que ela possa te alimentar.
Sou como o mendigo, na geada da grama dos nobres,
que tem seu pão garantido por sua sabedoria.
Mas também sou aquele que nunca deixei de ser,
uma hipótese - assim gosto de ser chamado.
Sou um propósito sem limitações,
que espera para ser terminado.
Talvez um dia seja alguém na verdade,
porque nesta calamidade,
não sou ninguém.